Centro-Oeste
Guia do Observatório e MPDFT ajuda vítimas de crimes virtuais a proteger provas digitais
O Observatório Nacional da Mulher na Política, junto com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), criou um guia para ajudar pessoas que sofreram crimes pela internet a juntar e guardar provas digitais. O documento, feito pelo promotor de justiça Leonardo Otreira, explica como tornar válidos registros de crimes online, especialmente aqueles contra mulheres, incluindo em ambientes políticos.
O guia recomenda que a primeira ação seja tirar prints da situação, pois o conteúdo pode ser apagado. É importante capturar a conversa inteira, mostrando o nome, número e foto do autor quando possível, além da data, hora e o local onde aconteceu. Não é aconselhável recortar só frases isoladas, mas sim mostrar a troca completa de mensagens.
Outro ponto importante é não apagar as mensagens originais dos aplicativos, mesmo depois de tirar os prints. O ideal é arquivar ou silenciar essas mensagens para proteger a pessoa afetada. Manter o conteúdo original é fundamental para permitir análises técnicas e comprovar que as provas são verdadeiras. Também sugere-se gravar vídeos da tela enquanto navega na mensagem ofensiva e usar as funções dos aplicativos para exportar as conversas, sem modificar os dados depois.
Leonardo Otreira destaca que preservar as provas corretamente ajuda a responsabilizar os culpados e a garantir proteção para as vítimas. Ele afirma que combater a violência contra a mulher deve ser uma prioridade do Ministério Público e do sistema de justiça como um todo.


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