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Economia

Guilherme Mello está disponível para ajudar Lula, mas não recebeu convite para diretoria do BC

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Guilherme Mello, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, declarou nesta sexta-feira que não foi oficialmente convidado para integrar uma das diretorias do Banco Central (BC), embora seu nome tenha sido recomendado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ele reforçou que está à disposição do presidente e do ministro para assumir as funções que julgarem necessárias.

— Não recebi convite formal, continuo trabalhando normalmente com minha equipe. Não há nada a comentar, pois nenhum convite foi feito. Estou acessível para cumprir as atividades que o presidente e o ministro considerarem apropriadas e às quais eu possa contribuir — disse Mello.

Guilherme Mello expressou gratidão por ter sido mencionado pelo ministro Fernando Haddad, esclarecendo que a escolha dos diretores do Banco Central é uma prerrogativa exclusiva do presidente da República. Até o momento, mantém suas funções na Secretaria de Política Econômica da Fazenda.

— Estou à frente da Secretaria de Política Econômica, cargo que valorizo muito, e irei continuar desempenhando minhas responsabilidades até que o presidente decida por alguma alteração — afirmou.

Guilherme Mello ressaltou ainda que a política monetária é decidida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) e não pela equipe econômica do Ministério da Fazenda.

— Sempre deixei claro que as decisões sobre política monetária são competência dos membros do Copom. Nossa equipe usa as informações do Copom como base para projeções econômicas — explicou.

Recentemente, o ministro Fernando Haddad confirmou ter proposto ao presidente Lula os nomes do secretário Guilherme Mello e do economista Tiago Cavalcanti para preencher vagas na diretoria do Banco Central. As nomeações ainda dependem da decisão presidencial e da aprovação pelo Senado.

A possível indicação de Guilherme Mello gerou reações contrárias em parte do mercado financeiro, que teme maior flexibilidade com a inflação devido à sua formação e ligação com o Partido dos Trabalhadores. No entanto, aliados do ministro da Fazenda destacam o perfil técnico de Mello e seu trabalho em temas como mudança na meta de inflação e ações climáticas no Rio Grande do Sul.

Segundo o ministro Fernando Haddad, o presidente Lula ainda não finalizou uma decisão sobre as indicações e que nenhum nome foi oficialmente convidado até o momento. Lula pretende discutir as escolhas com o Ministério da Fazenda e com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, antes de tomar uma decisão final.

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