Economia
Haddad comenta sobre juros e política monetária
Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, revelou que nem sempre apoiou a diminuição da taxa Selic, chegando inclusive a concordar com o aumento promovido pelo Banco Central em 2024. Ele compartilhou essas considerações durante um painel no J. Safra Macro Day, realizado pelo Banco Safra em São Paulo, nesta segunda-feira (30).
Haddad destacou que, no final de 2024, concordou com a elevação dos juros, argumentando que não é adepto incondicional da queda da taxa básica. Ele lembrou que a política anterior de manter os juros em 2% resultou na perda do controle da inflação e do câmbio.
Desde o ano passado, no entanto, ele percebe uma possibilidade de reduzir os juros, ressaltando que é necessário ajustar cuidadosamente as medidas, o que definem como a habilidade do gestor do banco central.
Em sua fala, Haddad também abordou a melhoria das finanças públicas sem prejudicar os direitos sociais e os empregos, preservando as camadas mais vulneráveis da população. Ele acredita que o Brasil está próximo de alcançar o equilíbrio fiscal.
Segundo o ex-ministro, há uma margem na política monetária, com uma taxa real de juros em torno de 10%. Ele sustenta que, mantendo o ritmo das reformas e fazendo os ajustes necessários sem comprometer as bases sociais, o país pode avançar significativamente. Em um eventual segundo mandato, seria possível estabilizar a relação entre dívida e PIB com um crescimento forte e um ambiente de negócios aprimorado.


Você precisa estar logado para postar um comentário Login