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Haddad critica adversários de Lula e diz que são muito limitados
O ministro da Fazenda Fernando Haddad fez críticas aos possíveis adversários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano, afirmando que eles são “muito limitados” em comparação ao atual presidente.
Em entrevista ao UOL News, sem mencionar nomes, o ministro criticou governadores de direita que se posicionam como pré-candidatos, ressaltando que o petista é “insubstituível” quando se trata de assuntos internacionais. Na mesma entrevista, Haddad também reconheceu os avanços no acordo entre o Mercosul e a União Europeia.
“Na minha visão, o maior tópico é, diante do novo cenário geopolítico mundial, qual caminho de desenvolvimento o Brasil pode seguir. Nessa área, Lula é praticamente insubstituível. Os concorrentes dele mostram uma visão muito limitada sobre o que está ocorrendo no mundo”, declarou.
Haddad acrescentou que os adversários não conseguem expandir sua influência além das fronteiras de seus próprios estados e possuem uma agenda antiga, focada em privatizações e congelamento de salários.
Até agora, estão na corrida eleitoral os governadores do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e de Goiás, Ronaldo Caiado (União). Tarcísio de Freitas (Republicanos) é outra possível candidatura, embora tenha indicado que pode disputar a reeleição. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi escolhido como principal herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Futuro da esquerda e o papel da economia nas eleições
Questionado sobre a possibilidade da esquerda sem a liderança de Lula, que completou 80 anos e busca um quarto mandato, o ministro comentou que não existirá outro líder com as mesmas características, mas isso não representa um problema.
“Não haverá sucessor que se assemelhe a Lula. O melhor caminho para a esquerda é preservar o legado do presidente, avaliando criticamente erros e acertos, e mantendo o compromisso com seus princípios fundamentais. Se o PT abandonar esses valores, poderá perder sua força”, afirmou Haddad.
Durante a entrevista, ele também mencionou que o desempenho econômico não será o fator decisivo para as eleições, embora seja uma preocupação para a população brasileira. Ele reconheceu que a opinião dos eleitores é influenciada por eventos extremos e pela instabilidade provocada pela extrema-direita.
“Outros temas ganharam importância, como a segurança pública e o enfrentamento à corrupção. Portanto, não acredito que a economia vai derrubar o governo, podendo não ser o critério principal para a escolha dos eleitores”, concluiu o ministro.

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