Economia
Haddad defende juros baixos e sem retorno a níveis altos
Fernando Haddad, ministro da Fazenda, destacou na última sexta-feira (6), durante reunião do Diretório Nacional do PT em Salvador, que o país deve estabelecer um caminho contínuo para reduzir a taxa básica de juros, alcançando um valor abaixo de 10%, evitando que os juros subam novamente a patamares altos.
O ministro observa que o índice atual dos juros ainda é elevado, o que pode impactar negativamente tanto o crescimento econômico quanto a gestão fiscal do governo, caso a economia desacelere excessivamente.
Haddad ressaltou o papel autônomo do Banco Central e lembrou sua relação com o economista Gabriel Galípolo, apoiado por ele e pelo presidente Lula. Segundo o ministro, a taxa de juros vigente pode comprometer a política fiscal, pois uma desaceleração econômica acentuada gera reflexos negativos nas finanças públicas.
Ele enfatizou ainda o recente comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), que indicou a possibilidade de cortes mais significativos nos juros. Haddad defende essa abordagem desde o ano passado, acreditando ser fundamental alcançar uma taxa de juros de um dígito e eliminar a possibilidade de juros de dois dígitos no Brasil.
Apesar das limitações atuais, Fernando Haddad acredita que a economia do país tem capacidade para crescer e sustentar uma política de juros mais baixos, destacando a força e o potencial do Brasil.
Sobre propostas do PT
No mesmo evento, o ministro comentou projetos defendidos por setores do PT, como o fim do regime 6×1 de trabalho e a implementação da tarifa zero no transporte público. Ele explicou que essas medidas possuem impactos fiscais diferentes.
Segundo Haddad, a escala 6×1 não traz custo fiscal, enquanto a tarifa zero sim, e por isso é necessário estruturar um programa financeiramente viável para garantir a sustentabilidade da medida.
O ministro frisou a importância de definir fontes claras de financiamento para evitar retrocessos futuros. Ele destacou que o governo está analisando diversos cenários para apoiar eventuais propostas do presidente Lula nessa área, ressaltando que o sucesso dessas políticas dependerá de planejamento cuidadoso e soluções técnicas eficientes.
Fernando Haddad finalizou dizendo que, caso o presidente incorpore a tarifa zero em seu plano de governo, ele poderá comunicar à população de forma transparente como essa política será financiada.

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