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Haddad lança campanha para governo de SP e apoia Lula
O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou na quinta-feira, 19, a pré-candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo do estado de São Paulo.
Essa é uma estratégia repetida do partido, que também contou com Haddad como candidato há quatro anos, quando chegou ao segundo turno, mas foi vencido pelo atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A confirmação veio em um pronunciamento no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo.
O anúncio era esperado e se concretizou após duas agendas oficiais do governo federal no estado — uma pela manhã com uma caravana de prefeitos, e outra à tarde, durante uma homenagem ao ex-presidente uruguaio Pepe Mujica. À noite, no sindicato, Lula e Haddad conversaram com militantes no local simbólico onde Lula iniciou sua trajetória política, como líder sindical e organizador de greves operárias que deram origem ao PT.
O maior desafio para Haddad é reverter a vantagem do atual governador Tarcísio, que lidera as pesquisas eleitorais, e montar um apoio forte para o presidente Lula na disputa presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário. São Paulo possui mais de 20% dos eleitores do Brasil.
Apesar de hesitar por meses, Haddad aceitou o pedido direto do presidente Lula para entrar na disputa, sendo o candidato ideal segundo pesquisa Datafolha realizada em março, superando outros nomes como Geraldo Alckmin (PSB), Márcio França (PSB) e Simone Tebet (MDB).
Espera-se que Alckmin apoie fortemente Haddad na campanha, mantendo sua posição de vice na chapa de Lula. Já Tebet planeja disputar o Senado, enquanto França e Marina Silva (Rede) são possíveis vices na chapa de Haddad.
A campanha do PT vai destacar indicadores econômicos positivos, como a redução do desemprego, o aumento da renda média e o controle da inflação, além de medidas recentes aprovadas no Congresso, como a isenção de Imposto de Renda para salários até R$ 5 mil e a reforma tributária.
No entanto, Haddad também terá que criticar o governo Tarcísio, focando em questões locais e obras financiadas pela União, além da privatização da Sabesp, que estão sendo temas da campanha.
Tarcísio, por sua vez, questiona a gestão econômica de Haddad, acusando-o de criar uma crise fiscal futura ao aumentar impostos. Haddad rebate afirmando que priorizou a tributação dos mais ricos, invertendo a lógica anterior.
Nos próximos dias, Haddad vai se afastar de atividades públicas para se dedicar à pré-campanha. Ele será substituído na Fazenda pelo secretário-executivo Dario Durigan, que já atua no cargo desde junho de 2023 e é reconhecido por sua atuação em reformas e pacotes fiscais. Um dos principais desafios para Durigan será ajudar a conter uma greve de caminhoneiros devido ao aumento dos preços dos combustíveis.

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