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Economia

Haddad reconhece apoio frágil do governo no Congresso

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O ministro Fernando Haddad (Fazenda) admitiu em evento do PT nesta sexta-feira (1°) que o governo do presidente Lula conta com um apoio instável no Congresso.

“Não podemos esquecer, mesmo diante dos grandes desafios diários, que estamos em um governo com uma base no Congresso que é frágil e que se constrói quase que diariamente”, afirmou Haddad. “Apesar dessas dificuldades, a pedido do presidente, quero destacar que estamos conseguindo avançar na execução do nosso plano de governo.”

Os dirigentes do PT têm reunião marcada em Brasília deste sexta-feira (1º) até domingo (3), ocasião em que Edinho Silva assumirá a presidência do partido.

Mais cedo, Haddad qualificou como positiva a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que abriu espaço para possível contato com o presidente Lula sobre a tarifa de 50% imposta pelos EUA aos produtos brasileiros.

“Acho muito bom e acredito que a disposição seja mútua. O presidente Lula estaria disponível para receber uma ligação dele a qualquer momento. É fundamental prepararmos esse diálogo”, comentou Haddad ao deixar o Ministério da Fazenda.

O ministro informou que teve novos contatos com a equipe do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e que uma reunião focada na decisão unilateral de Washington sobre as tarifas deve ocorrer em breve.

“Ainda não foi definida uma data. Acho que o encontro com Bessent é muito importante. Entendemos que as relações comerciais não podem ser prejudicadas por questões políticas. Estamos trabalhando para restabelecer a negociação, possivelmente com uma reunião presencial.”

Haddad ressaltou que o Brasil está em uma situação incomum no cenário mundial por motivos políticos, mas defendeu que as relações comerciais devem permanecer afastadas de análises políticas de qualquer tipo.

“Acreditamos que as relações comerciais não devem ser impactadas por avaliações políticas”, reiterou Haddad.

Trump declarou que Lula pode ligar para ele quando quiser, em resposta a uma pergunta de uma repórter da TV Globo sobre um possível diálogo entre os líderes.

“Ele pode me contatar a qualquer momento”, afirmou o republicano.

Sobre a tarifa de 50% aplicada contra produtos brasileiros, Trump não entrou em detalhes, alegando que “as pessoas que estão à frente do Brasil tomaram a decisão errada”. Apesar da crítica, o presidente americano afirmou que gosta do povo brasileiro e não adiantou possíveis medidas futuras.

“Vamos aguardar para ver o que acontecerá”, concluiu.

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