Brasil
Haddad sugere analisar se a renda básica é mais econômica que os programas sociais
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou nesta sexta-feira (6) sobre a necessidade de avaliar a viabilidade da renda básica, proposta destacada pelo deputado estadual Eduardo Suplicy (PT-SP). Segundo o ministro, essa ideia tem ganhado cada vez mais relevância e deve ser discutida para determinar se é mais vantajosa que os atuais programas sociais.
“No Brasil, dada a diversidade e quantidade de programas e o volume de recursos destinados a diferentes formas de transferência de renda, é fundamental considerar se a renda básica não representa uma alternativa mais econômica na gestão do Estado. Pois gerir múltiplos programas é complexo”, afirmou ele em Salvador (BA), durante comemoração dos 46 anos do PT.
Fernando Haddad destacou que essa proposta ultrapassa diferenças políticas. “Muitos setores da direita também reconhecem que esse é um caminho inevitável, moldado por circunstâncias estruturais”, acrescentou.
Flexibilização da jornada de trabalho
O ministro reiterou seu apoio à redução da jornada de trabalho, meta prioritária do governo para 2026, ressaltando a importância de equilibrar “liberdade” e “necessidade”.
“Há décadas a jornada de trabalho no Brasil permanece inalterada, apesar do aumento da produtividade global que permite repensar esse modelo. A discussão sobre o tempo livre é urgente e mundial, especialmente com o avanço da inteligência artificial e automação”, detalhou.
Existem propostas na Câmara para eliminar o regime 6×1 sem impacto salarial, e membros do governo consideram possível a apresentação de uma proposta oficial ao Congresso.
“Não devemos encarar a tecnologia com medo de substituição, mas sim como uma oportunidade para eliminar trabalhos desgastantes e liberar tempo para criatividade e lazer”, completou o ministro.
Reforma tributária e preservação ambiental
Fernando Haddad também comemorou os benefícios da reforma tributária para a preservação da Amazônia e elogiou o trabalho da ministra Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente.
“A reforma tributária assegurou avanços na proteção da Amazônia. É importante reconhecer o empenho da Marina Silva no combate ao desmatamento, posicionando o Brasil como nação comprometida ambientalmente”, declarou.
O ministro destacou que o governo Lula conduziu importantes debates tributários que influenciam o PT. “A justiça fiscal tem um papel definitivo para o partido, como demonstrado nas discussões sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a taxação adicional sobre bilionários, bancos e empresas de apostas”, finalizou.

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