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Hillary Clinton quer que Trump dependa sobre Epstein sob juramento
Hillary Clinton, ex-secretária de Estado dos Estados Unidos, testemunhou nesta quinta-feira (26) perante uma comissão do Congresso sobre suas ligações com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. Ela pediu que o presidente Donald Trump também seja chamado para prestar depoimento sob juramento.
O ex-presidente e marido dela, Bill Clinton (gestão 1993-2001), foi convocado para depor na sexta-feira, um dia após a esposa, junto à Comissão de Supervisão da Câmara dos Deputados, que é controlada pelos republicanos.
A audiência foi vista por Hillary como uma tentativa de distrair a atenção do foco em Trump, conforme declaração pública antes do seu depoimento.
Jeffrey Epstein faleceu em 2019 enquanto aguardava julgamento em uma prisão de Nova York.
Tanto os republicanos quanto os democratas exigiram que o casal Clinton comparecesse, sob ameaça de desacato ao Congresso.
Hillary Clinton disse em uma publicação no X que se a comissão realmente quisesse encontrar a verdade, convocaria o atual presidente para depor sob juramento sobre várias ocasiões em que ele aparece nos registros.
A audiência foi momentaneamente suspensa após a divulgação de uma foto de Hillary na sala de audiência, que teria sido compartilhada por uma congressista republicana.
Ela queria que seu depoimento fosse transmitido ao vivo pela televisão, segundo um comentarista conservador.
Após o apelo de Hillary, outros membros democratas também acusaram o Departamento de Justiça de omitir depoimentos importantes ligados a Trump.
Um dos principais democratas no comitê acusou o Departamento de Justiça de proteger a Casa Branca.
Aviões e festas
Documentos e fotos já divulgados mostram Bill Clinton viajando no avião particular de Epstein e participando de eventos organizados pelo financiador.
Nos últimos tempos, o casal Clinton resistiu a atender as chamadas da comissão.
Ambos, Bill Clinton e Donald Trump, aparecem em documentos governamentais relacionados ao caso Epstein, porém ambos alegam ter interrompido relações com Epstein antes de suas condenações.
Citá-los nos arquivos não significa automaticamente que cometeram crimes.
Depoimentos em sigilo
Embora o casal Clinton tenha solicitado que seus depoimentos fossem públicos, a comissão insistiu em fazê-los a portas fechadas, uma prática comum para proteger a legalidade e permitir perguntas rigorosas.
Até o momento, a única pessoa condenada no escândalo foi a associada de Epstein, Ghislaine Maxwell, que está presa em regime de segurança máxima.
Hillary Clinton reconheceu encontros com Maxwell, mas negou contato significativo com Epstein.
Medidas de segurança rigorosas foram tomadas para evitar fotos durante os depoimentos.
Tráfico sexual
Bill Clinton admitiu ter voado no avião de Epstein em várias ocasiões para trabalhos humanitários, mas negou ter visitado a ilha particular dele no Caribe.
Fotos recentes mostram o ex-presidente em locais como piscinas rodeado por mulheres jovens.
Maxwell participou da comissão por videoconferência, mas se recusou a responder perguntas para não se autoincriminar.
O advogado dela declarou que Maxwell estaria disposta a falar publicamente se recebesse um perdão de Trump.
Ele também declarou que Trump e Bill Clinton são inocentes de qualquer irregularidade.
Epstein tinha conexões com executivos, políticos, celebridades e acadêmicos ao redor do mundo, e a divulgação dos arquivos sobre ele causou repercussões internacionais, incluindo prisões no Reino Unido.
Apesar de muitas figuras americanas importantes terem tido suas reputações afetadas por associações com Epstein, somente Ghislaine Maxwell enfrentou consequências legais significativas até agora.

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