Centro-Oeste
Hospital de Santa Maria aumenta equipes para cuidar de crianças com problemas respiratórios
O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), que é administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), está se preparando para o aumento de doenças respiratórias em crianças. Para isso, o hospital reforçou as equipes médicas, atualizou os protocolos de atendimento e melhorou a infraestrutura.
O planejamento começou em outubro de 2025 para garantir um atendimento rápido e seguro, principalmente entre março e junho, quando os vírus respiratórios circulam mais. Neste período, o hospital vê um aumento nas internações de crianças, especialmente por bronquiolite, uma inflamação comum nos pulmões dos bebês.
Em 2025, o pronto-socorro infantil do HRSM realizou 32.385 atendimentos. Desses, 49% foram para moradores do Distrito Federal e 51% para pacientes vindos de Goiás e outras regiões, mostrando a importância do hospital para a pediatria na região.
As medidas tomadas incluem o aumento do número de médicos e enfermeiros, com mais pediatras por turno, horas extras liberadas e contratação de novos profissionais. Atualmente, o hospital conta com 55 pediatras trabalhando em diferentes setores.
Além disso, o hospital comprou novos equipamentos, atualizou os protocolos de ventilação respiratória e intensificou o treinamento das equipes para melhorar a qualidade do atendimento.
O chefe do Serviço de Pediatria do HRSM, Fernando Martins, diz que o planejamento antecipado é fundamental para enfrentar esse período difícil que ocorre todos os anos e garantir melhorias no atendimento.
O pronto-socorro infantil tem uma estrutura completa com sala para acolhimento e classificação de risco, sala para medicação, três consultórios, uma emergência com seis leitos, incluindo área de isolamento, além de uma sala lúdica chamada Harry Potter, três alas com 20 leitos, sala de banho para bebês e outras áreas de apoio.
A enfermaria pediátrica oferece 25 leitos comuns divididos em cinco enfermarias, além de um leito isolado, sala de medicação e sala de procedimentos.
Outra novidade é a criação do Espaço Humanizar TEA, o primeiro ambiente sensorial da rede pública do Centro-Oeste para crianças com transtorno do espectro autista (TEA). Esse espaço tem condições especiais que reduzem estímulos visuais e sonoros para oferecer mais conforto e tranquilidade durante o atendimento.
Cleber Monteiro, presidente do IgesDF, destaca que esse período exige organização e rapidez. O IgesDF trabalha antecipadamente para fortalecer as unidades de saúde e garantir que as crianças e suas famílias tenham um atendimento de qualidade, seguro e acolhedor. O compromisso é assegurar que a rede esteja pronta para atender a todos, principalmente nos momentos de maior procura.
*Com informações do IgesDF

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