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Brasil

Ibovespa fecha melhor trimestre desde 2020 com alta de 16,35%

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Na última terça-feira, o Ibovespa registrou um expressivo avanço de 2,71%, encerrando o dia aos 187.461,84 pontos, perpassando a zona dos 187 mil pontos, a maior marca desde o início de março deste ano. Esse movimento positivo ocorreu em sintonia com a recuperação vigorosa dos principais índices de Nova York, que fecharam com ganhos de até 3,83%, impulsionando o otimismo no mercado.

O primeiro trimestre de 2024 foi palco do melhor desempenho trimestral do Ibovespa desde o final de 2020, acumulando alta de 16,35%. Destaca-se que, no contexto histórico, este resultado representa a melhor performance nos meses iniciais do ano desde 1998, superando até mesmo os ganhos robustos observados em 2016 e 2022.

Contudo, no mês de março, houve uma leve retração de 0,70%, influenciada pela retomada da aversão ao risco diante dos desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio. Mesmo assim, o índice permanece em patamares elevados, refletindo a resiliência e o apetite por risco dos investidores brasileiros.

O cenário externo teve papel crucial neste movimento: com o dólar em alta de 0,87% no mês, o índice medido em moeda americana apresentou leve queda no encerramento de março, ficando ainda distante do pico histórico de julho de 2008.

Felipe Cima, analista da Manchester Investimentos, destaca que sinais vindos do Irã sugerem uma possível negociação para cessar fogo, desde que os Estados Unidos apresentem garantias adequadas, o que animou os mercados na terça-feira. O contexto político interno americano, marcado pelas eleições de meio de mandato, também pressiona por uma resolução rápida.

Marcos Praça, diretor de análises da ZERO Markets Brasil, comenta que, apesar do alívio momentâneo, o mercado segue cauteloso, dada a sensibilidade da situação, com o risco de volatilidade em caso de novas tensões diplomáticas ou avanços militares.

Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos, ressalta que o interesse do Irã no cessar-fogo beneficiou também a curva de juros, impactando positivamente empresas expostas ao mercado doméstico.

No Ibovespa, das 83 ações que compõem a carteira, apenas quatro encerraram em queda: Prio (-8,17%), MBRF (-3,09%) e as ações da Petrobras ON (-1,35%) e PN (-2,01%), influenciadas pela oscilação no preço do petróleo.

Em contraste, as maiores valorizações ficaram com Natura (+12,99%), Magazine Luiza (+9,62%), B3 (+7,98%) e Cosan (+6,11%). No setor bancário, o destaque foi o papel preferencial do Itaú, que teve alta de 4,52%. A mineradora Vale, principal ação do índice, fechou o dia em alta de 3,75%.

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