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Brasil

ibovespa sobe 3,33% e alcança quase 172 mil pontos em recorde

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Em um cenário de renovado interesse por investimentos no exterior, o Ibovespa registrou uma significativa alta, ultrapassando a marca dos 171 mil pontos pela primeira vez, atingindo um novo recorde também durante o pregão desta quarta-feira (21).

No pico do dia, quase alcançou 172 mil pontos, marcando 171.969,01, para fechar com valorização de 3,33% aos 171.816,67 pontos, em um pregão com volume financeiro robusto de R$ 53,3 bilhões, muito acima da média, especialmente incomum em um dia que não seja de vencimento de opções.

A abertura mostrou o índice em 166.277,91 pontos, e a leitura semanal indica alta de 4,26%, acumulando ganhos de 6,64% no mês e no ano.

Este desempenho diário foi o mais expressivo em quase três anos, superando o último ganho significativo em 9 de abril e o avanço relativo mais alto desde abril de 2023.

Considerando o dólar, que caiu 1,11% para R$ 5,3208, o índice fica em torno de 32.291 pontos na moeda norte-americana. Apesar disso, ainda está distante do pico de aproximadamente 45 mil pontos em dólar registrado em julho de 2008, quando o dólar estava cotado a cerca de R$ 2,20.

Para alcançar patamares equivalentes na cotação em dólar, o Ibovespa precisaria se aproximar de 240 mil pontos em termos nominais, algo distante para o futuro próximo, mesmo sob previsões otimistas até 2026.

Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, destaca que a forte alta do Ibovespa está alinhada com movimentos globais, refletindo uma rotação de capitais que favorece os mercados emergentes, incluindo o Brasil. Ele observa ainda um impacto positivo no câmbio e no fluxo de investimentos.

Durante a tarde, o presidente dos Estados Unidos anunciounas redes sociais a suspensão de tarifas adicionais prometidas para alguns países europeus, a partir de 1º de fevereiro, e mencionou um entendimento preliminar sobre o futuro da Groenlândia, gerando impulso positivo para os mercados.

Em Nova York, os principais índices fecharam em alta: Dow Jones subiu 1,21%, S&P 500 teve ganho de 1,16%, e Nasdaq avançou 1,18%. Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos, comenta que este ingresso de recursos estrangeiros ajudou a fortalecer o real frente ao dólar, aliviando preocupações anteriores relacionadas a especulações geopolíticas.

Na cena nacional, levantamento da AtlasIntel mostrou crescimento do pré-candidato Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026, o que animou investidores.

O economista-chefe André Perfeito, da Garantia Capital, observa que os países emergentes, com destaque para o Brasil, têm se beneficiado da alta das bolsas e da queda do dólar simultaneamente. Destaca ainda que o mercado brasileiro é favorecido por sua estrutura sólida e pela predominância de empresas ligadas a commodities.

Além disso, houve migração de capital para ativos reais como ouro e prata, e também para derivativos ligados às commodities, que são significativas para o Ibovespa devido à forte exposição a petróleo e minério.

As principais ações da Petrobras e Vale estão entre as maiores altas, seguidas por ganhos robustos em setores financeiro, como o banco Itaú. Na ponta positiva do índice, destacam-se as ações da Cogna, Ydqus e C&A. Apenas a TIM encerrou em queda.

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