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Economia

Ibovespa sofre maior queda desde dezembro com baixa nas ações dos bancos

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Na quarta-feira (4), o Ibovespa registrou sua maior queda em um dia desde 16 de dezembro, após um período de alta e renovação de recordes. O índice da B3 chegou a cair quase 3% durante o dia, chegando perto de sua maior queda desde o episódio conhecido como “Flávio Day”, quando o mercado reagiu fortemente ao anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à presidência da República.

Apesar da forte queda inicial, uma recuperação das ações da Vale (ON +0,49%) ajudou o Ibovespa a suavizar a perda, que terminou o dia com queda de 2,14%, fechando em 181.708,23 pontos. Durante o pregão, o índice oscilou entre 185.670,99 pontos, máxima do dia, e 180.268,54 pontos, mínima do dia, ficando mais de 5 mil pontos abaixo do nível de abertura.

Esse desempenho marcou o maior recuo diário para o Ibovespa desde 16 de dezembro, quando o índice caiu 2,40%. O volume financeiro negociado na B3 manteve-se elevado, com R$ 37,0 bilhões, refletindo o interesse dos investidores estrangeiros no Brasil e a movimentação dos ativos entre os mercados brasileiro e estadunidense.

Após o ajuste desta quarta-feira, o Ibovespa acumula alta semanal de apenas 0,19%, resultado que também representa a valorização no mês de fevereiro. No ano, o índice sobe 12,77% e, nos últimos 12 meses, acumula valorização de 45,20%.

Entre os maiores bancos listados na B3, ações da Santander Unit caíram 2,70% após a divulgação dos resultados trimestrais da instituição, que abriram a temporada de balanços do quarto trimestre de 2025. As ações preferenciais do Itaú PN recuaram 3,29%, com o banco ainda aguardando a divulgação oficial do balanço após o fechamento do mercado. O Bradesco PN caiu 3,23%. As empresas do setor de commodities apresentaram desempenho mais resiliente, com destaque para a Vale ON, que conseguiu se recuperar perto do fechamento. A Petrobras cedeu 0,57% na ação ON e 0,16% na PN.

Somente sete das 85 ações que compõem o Ibovespa ficaram no campo positivo no fechamento, com destaques para Braskem (+1,95%), Porto Seguro (+1,51%), Rumo (+1,33%) e Suzano (+1,04%). Por outro lado, Raízen (-13,27%), Totvs (-12,89%), Hypera (-10,30%) e Cogna (-6,91%) tiveram as maiores perdas.

Para Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, os resultados do Santander marcaram o início de uma correção em todo o setor financeiro, que influenciou também outros segmentos do mercado, sinalizando uma possível exaustão do forte e prolongado rally do mercado acionário brasileiro. Ele também ressaltou que grandes empresas importantes, como a Petrobras, registraram queda mais moderada, mesmo com alta das commodities.

No cenário internacional, as bolsas de Nova York operaram com certa cautela na mesma data, com atenção aos balanços das empresas americanas, especialmente do setor de tecnologia, onde persistem dúvidas sobre uma possível bolha de inteligência artificial (IA). O índice Nasdaq fechou em queda de 1,51%, o S&P 500 caiu 0,51%, enquanto o Dow Jones subiu 0,53%.

Higor Rabelo, especialista e sócio da Valor Investimentos, explicou que o movimento técnico nos mercados dos Estados Unidos continua, e apesar da pequena participação que o Brasil representa na carteira dos investidores americanos, o fluxo de saída dos EUA favorece o ingresso de recursos na B3, beneficiando o mercado brasileiro.

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