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Ibovespa tem melhor mês desde novembro de 2020 com alta de 12,56%

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O Ibovespa encerrou janeiro com uma forte alta de 12,56%, registrando seu desempenho mensal mais expressivo desde novembro de 2020, quando subiu 15,90%. Apesar de uma correção nas últimas sessões do mês, o índice manteve ganhos consideráveis, superando o resultado de novembro de 2023, quando o avanço foi de 12,54%.

Durante a última sessão do mês, o Ibovespa atingiu uma mínima de 180.088,53 pontos, caindo 1,66% em relação ao melhor momento do dia, mas ainda assim fechando em 181.363,90 pontos, com uma baixa de 0,97%. No início da tarde, o índice chegou a acumular ganho de 14% em janeiro. Em doze meses, o crescimento chega a 42,90%.

O desempenho favorável do Ibovespa ocorreu mesmo com a pressão sobre o dólar, que caiu 4,40% frente ao real durante janeiro, beneficiando o índice quando medido em reais. Em dólar, o Ibovespa passou de 29.354,16 pontos em dezembro para 34.561,30 pontos em janeiro. No entanto, o índice ainda está distante do recorde histórico registrado em julho de 2008, quando, convertido para dólar, quase atingiu 45 mil pontos.

Na sessão, as ações da Petrobras tiveram variações positivas tímidas, com Petrobras ON fechando com alta de 0,22% e Petrobras PN com 0,16%, ajudando a suavizar a queda do Ibovespa. Já as ações da Vale ON, maior peso do índice, caíram 3,54%, mas continuaram com ganhos de 17,18% no ano, refletindo o bom desempenho da mineradora no primeiro mês de 2026. Outras ações com destaque foram as de bancos, com perdas entre 0,54% (Bradesco ON) e 1,71% (Santander Unit), e ações como Vivara (+3,11%), Yduqs (+2,44%) e Pão de Açúcar (+1,86%) entre as que mais subiram na sessão.

Após um janeiro memorável para a Bolsa brasileira, o otimismo dos agentes do mercado financeiro para a próxima semana diminuiu. Segundo o Termômetro Broadcast Bolsa, a expectativa de alta do Ibovespa caiu de 63,64% para 45,45%, enquanto a previsão de queda subiu de 9,09% para 18,18%. As perspectivas de estabilidade aumentaram para 36,36%.

Pedro Moreira, sócio da ONE Investimentos, destacou que, apesar dos riscos globais, o Ibovespa foi um dos destaques mundiais em valorização no mês, impulsionado pelo fluxo estrangeiro recorde, que criou 26 milhões de cotas no EWZ, principal fundo ETF de ativos brasileiros em Nova York.

Bruna Centeno, economista e conselheira na Blue3 Investimentos, apontou que, mesmo com pressão das ações da Vale e Petrobras na sessão, o Ibovespa conseguiu se manter acima dos 180 mil pontos ao final do mês, beneficiado pelo forte ingresso de capital estrangeiro.

Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, ressaltou que, mesmo com bons rendimentos na renda fixa, o Ibovespa avançou 34% em 2025 e já sobe mais de 10% em 2026, indicando um início de ano positivo para o mercado acionário.

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