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Ibovespa tem queda na sessão, mas sobe 13,66% no mês

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Após registrar séries de altas históricas desde meados de janeiro, o Ibovespa enfrentou uma correção nesta penúltima sessão do mês, atingindo um mínimo de 181.566,56 pontos, partindo dos 184.691,70 pontos na abertura da quinta-feira (29). Entretanto, em seu melhor momento, o índice alcançou um recorde intradiário de 186.449,75 pontos.

No fechamento do dia, o índice recuou 0,84%, fechando aos 183.133,75 pontos, com um volume de negociação robusto de R$ 39 bilhões. Apesar da queda no dia, o índice mantém alta mensal de 13,66%, caminhando para seu melhor desempenho desde novembro de 2020 (+15,90%).

No pregão, os setores financeiro e metálico, com exceção da Vale (ON +0,51%), pressionaram o índice. Petrobras teve alta moderada, fechando em alta de 0,65% na ação ON e 0,96% na PN, apoiada pela valorização dos contratos futuros do petróleo, que avançaram mais de 3% em Londres e Nova York.

Após as decisões do Copom e do Federal Reserve sobre as taxas de juros, o dólar à vista caiu 0,25%, para R$ 5,1936. A curva do DI também ajustou para baixo, diante da sinalização do Copom na quarta-feira de que o ciclo de cortes na Selic deve iniciar em março.

Entre os grandes bancos, tiveram perdas Santander Unit (-1,47%) e BTG Unit (-2,01%), destacando-se o BB ON com leve alta de 0,39%. No setor metálico, a queda foi mais acentuada, chegando a 5,13% na Metalúrgica Gerdau.

Na lista dos maiores ganhos no Ibovespa na sessão, destacaram-se Prio (+2,00%), Petrobras e Brava (+0,85%) com predominância do setor de energia, ligado à alta do petróleo. Também se destacaram B3 (+1,03%) e WEG (+0,97%). No lado oposto, Usiminas (-4,88%), Suzano (-4,64%), CSN Mineração (-4,52%) e Gerdau (-4,17%) tiveram quedas, com predomínio do setor metálico no recuo.

Rodrigo Marcatti, economista e CEO da Veedha Investimentos, comentou: “A Bolsa acompanhou uma realização externa. A principal notícia negativa foi o resultado da Microsoft e a expectativa de demanda menor para nuvem, em comparação com projeções anteriores. O fluxo para o Brasil segue positivo, visível no desempenho da Vale, que subiu na sessão. Nosso diferencial de juros continua forte, beneficiando não apenas a Bolsa, mas também o câmbio.”

Jose Áureo Viana, sócio da Blue3 Investimentos, afirmou: “Os balanços das big techs e discussões sobre investimentos elevados em inteligência artificial impactaram o apetite por risco, diminuindo o ímpeto de alta doméstico. O recorde intradiário refletiu a reprecificação local e correlação com o cenário internacional de aversão a risco, além de uma realização natural após movimento forte no mês.”

Nos Estados Unidos, os principais índices fecharam sem direção única, com Dow Jones em leve alta de 0,11%, enquanto o S&P 500 e Nasdaq caíram 0,13% e 0,72%, respectivamente.

Luise Coutinho, head de produtos e alocação da HCI Advisors, explicou que após alta na manhã, o Ibovespa foi pressionado pela tarde devido ao “cenário negativo no exterior”, enquanto o mercado brasileiro avaliava a decisão do Banco Central de manter a Selic em 15% ao ano, sinalizando possível corte em março.

Ela destacou: “Apesar da queda do Ibovespa, as ações da Petrobras se valorizaram com a alta do petróleo, que ultrapassou US$ 70 por barril, o maior nível em quatro meses, impulsionadas por tensões geopolíticas entre EUA e Irã e queda inesperada nos estoques.” Também ressaltou o bom desempenho da Vale, influenciado pelo avanço dos contratos futuros do minério de ferro na bolsa de Dalian, na China.

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