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Economia

Inflação de 2025: Energia elétrica sobe e alimentos ajudam a conter alta, diz IBGE

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Apesar da estabilidade em dezembro, a energia elétrica residencial foi o principal responsável pela alta da inflação em 2025. Por outro lado, os alimentos tiveram papel fundamental para conter o aumento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) durante o ano, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A energia elétrica teve um aumento de 12,31% em 2025, sendo o subitem que mais impactou individualmente, contribuindo com 0,48 ponto percentual para a inflação anual de 4,26%.

Gonçalves explicou que a pressão da energia elétrica no IPCA de 2025 ocorreu devido às bandeiras tarifárias e aos reajustes aplicados.

Além da energia elétrica, outros fatores que mais pressionaram a inflação em 2025 foram: cursos regulares (alta de 6,54% com impacto de 0,29 ponto percentual), plano de saúde (6,42% e 0,26 ponto), aluguel residencial (6,06% e 0,22 ponto), lanche (11,35% e 0,21 ponto), produtos farmacêuticos (5,42% e 0,19 ponto), refeição (4,97% e 0,18 ponto), café moído (35,65% e 0,18 ponto), higiene pessoal (4,23% e 0,17 ponto), empregado doméstico (5,36% e 0,15 ponto), condomínio (5,14% e 0,12 ponto) e taxa de água e esgoto (4,50% e 0,08 ponto).

Na outra ponta, os maiores alívios para a inflação vieram do arroz (-26,56% e -0,20 ponto), leite longa vida (-12,87% e -0,10 ponto), aparelho telefônico (-6,27% e -0,05 ponto), eletrodomésticos e equipamentos (-6,01% e -0,05 ponto), seguro voluntário de veículo (-5,67% e -0,05 ponto), automóvel usado (-2,26% e -0,04 ponto), batata-inglesa (-13,65% e -0,03 ponto), feijão-preto (-32,38% e -0,02 ponto), azeite de oliva (-21,04% e -0,02 ponto), alho (-15,88% e -0,02 ponto) e TV, som e informática (-3,73% e -0,02 ponto).

Alimentação

Gonçalves afirmou que os dados de 2025 mostram claramente que a inflação foi fortemente influenciada pelos alimentos, que foram o principal componente contribuidor para que a taxa de crescimento do IPCA fosse menor no ano.

A alta de 2,95% no grupo Alimentação e Bebidas em 2025 foi uma das mais baixas desde a implementação do Plano Real, destacou Gonçalves.

Ele também comentou que a safra agrícola recorde em 2025 ajudou a manter os preços dos alimentos mais baixos para as famílias, reduzindo o impacto na inflação. Essa melhora nos preços também pode ser atribuída à desvalorização do dólar frente ao real e à diminuição nos valores das commodities.

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