Economia
Inflação de serviços responde devagar à política monetária, diz IBGE
A inflação dos serviços, que serve como indicador da pressão da demanda nos preços, aumentou de 0,60% em novembro para 0,72% em dezembro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Esse valor, o maior desde fevereiro de 2025 (0,82%), resulta tanto de fatores sazonais quanto de uma demanda contínua impulsionada pela melhora no mercado de trabalho, explicou Fernando Gonçalves, gerente do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
“Os serviços tendem a levar mais tempo para refletir os efeitos da política monetária. Componentes como passagens aéreas geralmente apresentam aumento, especialmente no mês de férias”, comentou Gonçalves.
Gonçalves ainda destacou que setores como serviços de transporte por aplicativo e cuidados pessoais — como cabeleireiro (1,28%), depilação (1,01%) e manicure (1,14%) — tiveram aumento devido à maior demanda no fim do ano.
“A maior procura ocorreu por conta das festividades de final de ano. A desocupação está baixa e a renda das pessoas aumentou um pouco. Isso eleva o consumo desses serviços, influenciando a inflação. Em dezembro, também ocorre o pagamento do 13º salário”, explicou o gerente do IPCA.
Por sua vez, os preços dos itens monitorados pelo governo passaram de uma alta de 0,21% em novembro para uma queda de 0,22% em dezembro.
Ao considerar os últimos 12 meses, a inflação dos serviços subiu de 5,96% em novembro para 6,01% em dezembro, enquanto a inflação dos bens monitorados caiu de 5,33% para 5,28% no mesmo período.

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