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início do julgamento dos mandantes do caso marielle nesta terça
Marielle Franco, de 38 anos, e Anderson Gomes, de 39, foram assassinados em uma emboscada na noite de 14 de março de 2018, no bairro do Estácio, região central do Rio de Janeiro.
Naquele momento, Marielle atuava em seu primeiro ano como vereadora pelo PSOL, representando mulheres negras, da favela e pessoas LGBTQIA+. O crime teve grande repercussão nacional e internacional.
O julgamento dos envolvidos apontados como mandantes da execução está marcado para esta terça-feira (24). Conheça os principais detalhes deste caso:
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Como ocorreu o crime
Marielle acabara de sair de um evento onde debatia o empoderamento feminino negro. Um veículo Cobalt prata se aproximou do carro em que ela estava junto ao motorista Anderson Gomes e a assessora Fernanda Chaves. O atirador disparou com uma submetralhadora, matando Marielle e Anderson. A assessora sobreviveu aos estilhaços.
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Investigação e obstáculos
A apuração enfrentou obstáculos, incluindo a tentativa de incriminar falsamente um vereador e um miliciano presos, o que acabou sendo desmascarado.
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Motivações
Além de pautas sociais defendidas por Marielle, investigações indicaram que disputas por terras em áreas controladas por milícias poderiam ter motivado o crime.
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Escritório do Crime
Foi descoberta a atuação do grupo de matadores de aluguel liderado por um ex-capitão do Bope, que atuava para políticos e bicheiros.
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Prisões
Os executores foram presos em 2019, entre eles o ex-policial militar Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, motorista do veículo usado na emboscada.
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Investigação dos mandantes
Apesar da prisão dos executores, a identificação dos mandantes demorou a avançar, passando por confusões e desaceleração.
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Descarte das armas
Investigações revelaram que as armas utilizadas foram descartadas no mar por aliados dos atiradores na tentativa de apagar provas.
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Recusa de federalização
O Superior Tribunal de Justiça negou o pedido para que a investigação fosse conduzida pela Justiça Federal, mantendo o caso na esfera estadual.
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Quebra de sigilo eletrônico
O caso foi pioneiro na autorização judicial para quebra do sigilo de buscas na internet de envolvidos, garantindo provas decisivas.
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Pista importante
Uma anotação com credenciais de acesso a um site de buscas encontrada na casa de Lessa ajudou a ligar este ao crime.
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Entrada da Polícia Federal
Em 2023, a Polícia Federal assumiu uma parceria nas investigações para aprofundar a busca por provas dos mandantes.
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Delações premiadas
Élcio de Queiroz e Ronnie Lessa firmaram acordos de colaboração, implicando políticos e ex-chefes da polícia como mandantes.
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Prisões de figuras importantes
Em 2023, foram presos ex-políticos e ex-chefes ligados ao crime e sua proteção.
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Condenações dos executores
Em 2023, o tribunal do júri condenou os dois policiais militares pelos assassinatos, marcando um passo importante por justiça.
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A fase atual
O processo segue no Supremo Tribunal Federal contra os mandantes, aguardando julgamento definitivo.
Este julgamento representa uma esperança de justiça para as famílias e para a sociedade que acompanha este caso como símbolo da luta contra a impunidade e pela memória de Marielle Franco e Anderson Gomes.

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