Centro-Oeste
Inscrições para Conselho da Mulher do DF encerram neste sábado
As inscrições para o processo seletivo que vai escolher as organizações que farão parte do Conselho dos Direitos da Mulher do Distrito Federal (CDM-DF) acabam neste sábado (28). Serão selecionadas 13 entidades titulares e cinco suplentes para atuar no próximo biênio.
O CDM-DF tem 26 membros, sendo metade representantes do governo e metade da sociedade civil. O conselho trabalha na criação, acompanhamento e decisão sobre políticas para as mulheres, como combate à violência, promoção da autonomia econômica e garantia de seus direitos. Ele é ligado à Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) e serve como um canal constante entre o governo e a população.
Segundo a secretária da Mulher e presidente do CDM-DF, Giselle Ferreira, renovar as entidades deixa o conselho mais forte e decisivo. “O conselho é um espaço de decisão. Muitas políticas surgem do diálogo com quem está na ponta. Quando usamos dados e informações no debate, as decisões deixam de ser genéricas e passam a ter base concreta, alinhada à realidade das mulheres em cada região”, explica.
Podem participar organizações com pelo menos dois anos de atuação na defesa dos direitos das mulheres e que tenham ações em, no mínimo, duas regiões administrativas. O edital garante diversidade na representação, incluindo entidades que trabalham com mulheres negras, indígenas, quilombolas, ciganas, povos tradicionais, com deficiência, idosas e LGBTQIAPN+. Giselle Ferreira destaca: “Ainda existem demandas que não aparecem com a força necessária. Quando essas mulheres não são representadas, as políticas também não chegam até elas. O conselho precisa refletir essa pluralidade.”
As organizações escolhidas participarão de reuniões do conselho, farão parte de comissões técnicas, elaborarão relatórios, sugerirão ações e acompanharão a execução das políticas públicas. Diullini Santos, representante do Instituto Reciclando o Futuro no último biênio, destaca que o conselho une construção e fiscalização. “Ajudamos a criar as políticas e observamos se estão beneficiando as mulheres em situação de vulnerabilidade. É um espaço para sugerir melhorias e também cobrar resultados. Se algo não funciona, o conselho leva o pedido para ser ajustado”, esclarece. Ela ressalta que participar do CDM-DF exige dedicação ativa.
No último biênio, o conselho atualizou seu regimento interno, realizou reuniões em diferentes regiões, coordenou a V Conferência Distrital de Políticas para as Mulheres e participou da conferência nacional.
As entidades inscritas passarão por votação, precisando cumprir os requisitos, apresentar documentos comprobatórios e mobilizar apoio das organizações participantes. Giselle Ferreira reforça: “A entidade precisa se inscrever, mostrar sua trajetória e buscar votos. É um espaço que influencia diretamente as políticas públicas para as mulheres no DF.”

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