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Inscrições para o Selo Bandeira Azul começam em abril

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As inscrições para praias e marinas brasileiras que desejam obter o Selo Bandeira Azul da temporada 2026/2027 serão abertas em abril pelo Instituto Ambientes em Rede, responsável pelo programa no Brasil.

Esta certificação internacional reconhece o atendimento a critérios rigorosos envolvendo qualidade da água, gestão ambiental, segurança e educação ambiental.

No caso das praias, as inscrições devem ser realizadas pelas prefeituras, que são as responsáveis legais. Se a praia estiver localizada dentro de uma unidade de conservação federal ou estadual, a inscrição deve ser feita em parceria com a União, que administra serviços como coleta de lixo e segurança com guarda-vidas. Para as marinas, os proprietários são os responsáveis pela inscrição.

Em maio, os relatórios enviados serão analisados, e será realizada uma oficina para explicar a premiação. Em junho, um júri nacional decidirá quais candidaturas serão aprovadas.

As candidaturas aprovadas seguirão para avaliação pelo júri internacional, que se reúne em setembro, em Copenhague, na Dinamarca, para a decisão final. A coordenadora nacional do Instituto, Leana Bernardi, informou que as informações recebidas serão verificadas por uma equipe técnica que visitará as praias e marinas para confirmar os dados apresentados.

A entrega das bandeiras acontecerá em novembro, em cerimônia nacional, após a qual os municípios decidirão o início da temporada, que pode ocorrer em novembro ou dezembro.

A temporada no hemisfério sul cobre o período de novembro a março, que é o verão, enquanto no hemisfério norte dura um ano. Durante o período em que a bandeira estiver hasteada, todos os critérios devem ser cumpridos diariamente.

Critérios para certificação

Atualmente presente em 50 países, o Selo Bandeira Azul possui critérios adaptados às legislações locais, porém mantidos globalmente constantes. Um dos principais requisitos é a qualidade da água, confirmada por testes adequados.

Outro aspecto avaliado é a gestão ambiental, que inclui a administração adequada dos resíduos e dos serviços relacionados às praias e seus equipamentos de apoio.

O terceiro critério está ligado à educação ambiental, que visa fomentar mudanças de comportamento em direção à sustentabilidade. Atividades como sinalização com placas ou totens com QR codes, além de ações educativas envolvendo a comunidade, estudantes e trabalhadores das praias, são obrigatórias.

O quarto ponto envolve a segurança, incluindo a presença de guarda-vidas, policiamento quando necessário e a manutenção segura dos equipamentos, para proporcionar uma experiência tranquila aos visitantes.

Situação atual no Brasil

Na temporada de 2025/2026, o Brasil possui 60 bandeiras, sendo 50 para praias e 10 para marinas. Duas praias perderam o selo devido ao não cumprimento das normas: um trecho da Praia da Reserva, no Rio de Janeiro, e a Praia da Barra do Rio Piçarras, em Santa Catarina.

Santa Catarina lidera com 25 praias e 5 marinas certificadas, seguida do Rio de Janeiro com 17 praias e 1 marina; Bahia com 4 praias e 1 marina; São Paulo com 1 praia e 3 marinas; e Alagoas com 1 praia.

Leana Bernardi também mencionou que há expectativa de aumento no número de candidatos e que mais de 25 praias estão em fase piloto, incluindo locais no Ceará, Rio Grande do Sul e Paraná.

Histórico do programa

O Selo Bandeira Azul foi criado na França em 1987 e, no Brasil, os primeiros preparativos para participação começaram em 2006. A primeira praia certificada foi em 2009. Desde então, o programa tem incentivado a melhoria contínua das condições ambientais e de segurança nas praias e marinas brasileiras.

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