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INSS identifica falhas em contratos de empréstimo do Banco Master

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Um relatório elaborado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) revelou problemas sérios e irremediáveis em mais de 250 mil contratos de empréstimo consignado feitos com aposentados e pensionistas pelo Banco Master.

Esses contratos faziam parte de um acordo formal entre o banco e o INSS, que expirou em setembro do ano anterior sem renovação, devido às irregularidades encontradas.

Em novembro de 2025, o Banco Central encerrou as atividades do Banco Master por meio de liquidação extrajudicial. Paralelamente, a Polícia Federal investiga fraudes financeiras que somam cerca de R$ 12,2 bilhões, envolvendo essa instituição e o banco estatal BRB de Brasília.

O INSS, por meio da sua Coordenação de Pagamentos e Gestão de Benefícios, constatou que a omissão de mais de 250 mil contratos configura uma falha grave que suscita dúvidas significativas sobre a validade e existência desses empréstimos, além da autenticidade do consentimento dos beneficiários.

Foi apurado que a maioria dos documentos não apresentava comprovação confiável da assinatura ou autorização dos segurados, seja de forma física ou por validação biométrica segura, levantando suspeitas de que muitos empréstimos foram realizados sem o conhecimento dos aposentados e pensionistas.

O crédito consignado é um tipo de empréstimo onde as parcelas são descontadas automaticamente da aposentadoria antes de o dinheiro ser depositado na conta dos beneficiários.

Esse relatório alerta para os riscos elevados de fraudes que essa situação representa, especialmente para uma população vulnerável composta majoritariamente por idosos e pessoas com deficiência, que podem sofrer descontos indevidos em seus benefícios essenciais.

Do total de 338.608 contratos firmados entre outubro de 2021 e setembro de 2025, o INSS identificou ausência de documentação adequada em 251.718 acordos, ou seja, 74,3% do total.

O Banco Master não se manifestou sobre as questões apontadas.

O INSS informou que o banco tentou regularizar a situação no segundo semestre do ano passado mediante um termo de compromisso. Entretanto, quando a autarquia exigiu comprovação das assinaturas digitais por meio de QR Code, o banco não atendeu à solicitação, o que impediu a assinatura do termo. Posteriormente, o Banco Central decretou a liquidação da instituição financeira.

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