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Investigação avança com convocações na CPI do Crime

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Na reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado, realizada nesta quarta-feira (25), foram aprovados diversos requerimentos importantes. Entre eles, destacam-se as convocações obrigatórias do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e do ex-ministro da Fazenda, Paulo Guedes.

Ser convocado significa que a pessoa deve comparecer obrigatoriamente, e a Comissão pode solicitar a condução coercitiva em caso de ausência.

O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), anunciou que a investigação está entrando em uma nova fase, focando não apenas as ações nas periferias, mas também os esquemas de maior relevância.

Além disso, foram quebrados os sigilos fiscais e bancários do Banco Master e de seus sócios, incluindo outros dirigentes do banco suspeito de fraudes cujo valor é estimado entre R$ 17 e 50 bilhões.

Também foram alvo de investigação a empresa Reag Investimentos, liquidada pelo Banco Central no início deste ano por suspeita de envolvimento nas fraudes.

Foram aprovados convites, com presença opcional, para ministros do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além de ex-ministros e figuras ligadas à investigação.

Destaca-se ainda a aprovação da convocação dos ex-ministros da Cidadania, João Roma e Ronaldo Vieira Remo, por possíveis vínculos com Daniel Vorcaro.

A convocação de Roberto Campos Neto tem como fundamento que, durante seu mandato no Banco Central, políticas que desregulamentaram o mercado financeiro podem ter facilitado as fraudes.

A senadora Soraya Thronicke ressaltou que a autorização para que Vorcaro ingressasse no sistema financeiro foi concedida em 2019, na gestão de Campos Neto.

Já a convocação do ex-ministro Paulo Guedes visa investigar se as políticas adotadas entre 2019 e 2022 contribuíram para a lavagem de dinheiro ao fragilizar os controles financeiros.

Apesar das críticas da oposição, que consideram as convocações motivadas por interesses político-eleitorais, a CPI busca aprofundar a apuração dos fatos para combater o crime organizado em todos os níveis.

Requerimentos para convocações adicionais e para investigação de outras figuras foram analisados, enquanto pedidos de convocação ligados a outros nomes foram rejeitados.

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