Brasil
Investigação revela ligação entre ‘chefe milton’ e PMs que protegiam empresários do PCC
Uma mensagem do 3º sargento da reserva da PM Nereu Aparecido Alves foi destacada em um inquérito policial militar (IPM), sugerindo proximidade entre o grupo de policiais liderado pelo capitão Alexandre Paulino Vieira e o então presidente da Câmara dos vereadores de São Paulo, Milton Leite (União Brasil).
Alexandre é investigado pela Corregedoria da PM como líder de uma rede de segurança para diretores da empresa de ônibus Transwolff, envolvidos com o Primeiro Comando da Capital (PCC), culminando na Operação Kratos em 4 de abril de 2024.
Milton Leite negou conhecer o sargento Nereu, e afirmou que sua proteção sempre foi realizada pela Assessoria Militar da Câmara, assegurando não ter interferência na escala dos policiais acompanhantes e rejeitando qualquer vínculo com o esquema de proteção aos empresários ligados ao PCC.
Na residência do sargento Nereu, durante a Operação Kratos, foram encontrados R$ 1 milhão em dinheiro, levando à prisão de Nereu, do capitão e do sargento Alexandre Aleixo Romano Cezário. Quatro outros policiais militares também estão sob investigação por possível envolvimento na organização criminosa.
O Estadão tentou contato com as defesas dos envolvidos, que permanece aberto para resposta.
Milton Leite encerrou sua trajetória política em dezembro de 2024, após sete mandatos consecutivos e 28 anos de atuação na Câmara Municipal de São Paulo.
A mensagem analizada, datada de 18 de agosto de 2023, registrada no celular do empresário Cícero de Oliveira, conhecido como Té, da Transwolff, relata que o sargento Nereu estava em evento nomeado em homenagem à mãe do “chefe Milton”, identificada como o ex-vereador Milton Leite. Estavam presentes autoridades como o prefeito Ricardo Nunes.
Na conversa, Nereu menciona que está com o telefone do

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