Economia
IPCA 2026: estimativa mediana cai para 3,99%, ficando abaixo do limite da meta de inflação
A mediana das projeções do relatório Focus para o IPCA de 2026 diminuiu de 4,00% para 3,99%, situando-se 0,51 ponto percentual abaixo do teto da meta, que é de 4,50%. Um mês atrás, a estimativa era de 4,06%. Considerando somente as 52 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, o percentual caiu de 3,99% para 3,90%.
A previsão para o IPCA de 2027 permaneceu em 3,80% pela 13ª semana consecutiva, mas analisando apenas as 49 projeções recentes, houve uma redução de 3,80% para 3,66%.
O IPCA fechou o ano de 2025 com aumento acumulado de 4,26%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este resultado ficou abaixo da última mediana do Focus, que indicava um aumento de 4,31%, e também da previsão do Banco Central para o período, que era de 4,4%.
De acordo com a trajetória apresentada no comunicado da reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central projeta que o IPCA encerrará 2026 com alta de 3,4% e que a inflação em doze meses estará em 3,2% no horizonte relevante, atualmente no terceiro trimestre de 2027.
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, baseada no IPCA acumulado em doze meses. O objetivo central é 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Se a inflação ultrapassar esse intervalo por seis meses seguidos, considera-se que o Banco Central não atingiu a meta.
No relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, a estimativa para o IPCA de 2028 permaneceu em 3,50% pela 13ª semana seguida. Para 2029, o valor estimado manteve-se em 3,50%, pela 22ª semana consecutiva.

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