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Ipea avalia que mercado pode absorver jornada 6×1

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Segundo um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), uma possível diminuição da jornada semanal para 40 horas em vez das 44 horas vigentes, e mantendo a escala 6×1, poderia ser absorvida pelo mercado de trabalho sem grandes transtornos. Esse estudo sugere que os custos dessa mudança se equiparam a impactos históricos observados em reajustes do salário mínimo no Brasil.

Os custos adicionais seriam inferiores a 1% para setores significativos, como indústria e comércio. Entretanto, segmentos do setor de serviços que demandam maior mão de obra podem necessitar de políticas públicas específicas para a adaptação.

Felipe Pateo, pesquisador, explica que, em grandes empresas, o custo com pessoal corresponde a uma pequena parcela do custo total da operação, enquanto em setores como vigilância e limpeza, a redução de jornada pode representar um impacto operacional mais significativo, exigindo uma adaptação gradual.

O estudo também identifica que jornadas com 44 horas concentram trabalhadores com menor renda e escolaridade. A redução para 40 horas pode contribuir para diminuir essas desigualdades, equiparando a quantidade de horas entre os trabalhadores de menor remuneração e aumentando o valor por hora trabalhada para esses indivíduos.

Dados apontam que a remuneração média dos trabalhadores com até 40 horas semanais é substancialmente maior que os que trabalham 44 horas por semana. A maior parte dos vínculos empregatícios está sob a jornada de 44 horas, especialmente em empresas menores, onde a incidência de jornadas mais longas é ainda mais expressiva.

Este tema tem ganhado relevância no debate político nacional, com propostas legislativas em análise e o governo demonstrando interesse em priorizar essa agenda no semestre vigente.

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