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Irã alerta sobre instabilidade após ameaças dos EUA

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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, alertou nesta terça-feira (27) que as declarações ameaçadoras dos Estados Unidos contra a república islâmica podem causar instabilidade na região. A tensão aumenta após Washington enviar um porta-aviões para o Oriente Médio.

Desde o final de dezembro, o Irã enfrenta uma série de protestos motivados pela crise econômica, que evoluíram para um grande movimento de oposição ao governo teocrático estabelecido em 1979.

Os Estados Unidos avaliam uma possível intervenção militar contra Teerã devido à repressão violenta dos protestos, que provocou milhares de mortes, conforme relatado por organizações de direitos humanos. Em resposta, um grupo de ataque liderado pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln foi deslocado para as águas do Oriente Médio.

Durante uma ligação telefônica com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, o presidente iraniano criticou as ameaças americanas e afirmou que elas buscam desestabilizar a segurança regional, sem alcançar sucesso, gerando apenas instabilidade.

Embora tenha havido sinais contraditórios sobre uma possível intervenção, o presidente americano Donald Trump destacou que a Marinha dos EUA está fortemente posicionada no Oriente Médio, com capacidade superior à da Venezuela. Trump afirmou que há interesse de diálogo por parte do Irã, que teria feito várias tentativas de contato.

O jornal The New York Times revelou que o presidente americano recebeu informações indicando que o governo iraniano enfrenta uma situação fragilizada, a mais delicada desde a queda do xá.

Lindsey Graham, senador dos EUA, declarou que conversou com Trump e que o objetivo é derrubar o regime iraniano. Ele enfatizou que, embora os ataques aos manifestantes possam cessar no momento, a situação permanece crítica se o governo atual continuar no poder.

Apesar da tensão, as autoridades iranianas têm mostrado cautela. Foi informado que um canal de comunicação permanece aberto entre o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, e o enviado americano Steve Witkoff, apesar da ausência de relações diplomáticas formais entre os países.

Uma declaração controversa do porta-voz da Guarda Revolucionária, Mohammad Ali Naini, sobre um possível ataque a um porta-aviões americano foi posteriormente retratada pelo jornal Hamshahri, que pediu desculpas pela informação.

O jornal conservador Javan afirmou que o Irã está preparado para uma resposta firme e que poderia controlar o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo.

A tensão também aumentou com países vizinhos. A força de elite dos Guardiões da Revolução advertiu que considerarão hostis aqueles países cujo território for usado para atacar o Irã, destacando que, embora sejam amigos, qualquer uso do território contra o país será tratado como hostilidade.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, alertou que uma agressão iraniana a Israel receberá uma resposta sem precedentes.

O príncipe herdeiro da Arábia Saudita reafirmou ao presidente iraniano o compromisso de não permitir ataques contra o Irã a partir de seu território, respeitando a soberania iraniana.

Organizações de direitos humanos destacam que o bloqueio da internet imposto há semanas dificulta a avaliação do número real de mortos e busca ocultar a extensão da repressão.

A ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA), baseada nos EUA, confirmou a morte de 6.126 pessoas e investiga outras 17.091 possíveis vítimas, além de relatar a detenção de 41.880 pessoas.

Fontes externas também mencionaram que mais de 36.500 iranianos podem ter sido mortos entre os dias 8 e 9 de janeiro, embora essa informação não tenha sido confirmada de imediato.

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