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Irã anuncia auxílio mensal para seus cidadãos após protestos

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Autoridades iranianas informaram neste domingo (4) que implementarão um auxílio mensal para todos os habitantes do país com o objetivo de diminuir as dificuldades econômicas, após uma série de protestos que durou uma semana.

De acordo com a porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, cada pessoa poderá receber um crédito equivalente a um milhão de tomans (aproximadamente 38 reais) mensalmente, durante quatro meses, que será depositado em suas contas bancárias.

Este crédito deverá ser utilizado para a compra de produtos específicos, em uma tentativa de aliviar a pressão econômica sobre a população local.

O Irã possui uma população de mais de 85 milhões de habitantes, com o salário mínimo fixado em cerca de 100 dólares (aproximadamente 544 reais) e a média salarial em torno de 200 dólares (1.087,32 reais).

Os iranianos preferem realizar pagamentos através de celulares e cartões de débito, em vez de utilizar dinheiro em espécie para suas compras diárias.

O país tem enfrentado severas sanções internacionais, especialmente dos Estados Unidos, devido ao seu programa nuclear, o que tem impactado negativamente sua economia. Em dezembro, a taxa de inflação anual chegou a 52%.

Além disso, a moeda nacional perdeu mais de um terço de seu valor frente ao dólar americano no último ano, o que resultou numa queda significativa do poder de compra da população e aumento do descontentamento social.

O domingo marcou o oitavo dia consecutivo de manifestações por diversas cidades do Irã, motivadas pela instabilidade econômica causada pela desvalorização da moeda local.

Mais de 40 cidades, principalmente de porte médio e localizadas na região oeste do país, registraram protestos de diferentes intensidades, conforme levantamento da AFP com base em dados oficiais e notícias da mídia.

Até o momento, foram confirmadas ao menos 12 mortes, incluindo membros das forças de segurança, segundo levantamento de dados oficiais.

De acordo com a ONG Hengaw, com sede na Noruega e especializada em direitos humanos, a Guarda Revolucionária — o exército ideológico do Irã — teria disparado contra manifestantes na área de Malekshahi, na província ocidental de Ilam, no sábado (3), resultando na morte de quatro membros da minoria curda.

Outra organização de direitos humanos, a Iran Human Rights, também com sede na Noruega, confirmou o mesmo número de mortos e apontou que houve pelo menos 30 feridos. No domingo, ocorreu o funeral das vítimas com participantes entoando palavras contra o governo e contra o líder supremo, Ali Khamenei.

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