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Irã ataca navios no Estreito de Ormuz

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O Irã lançou ataques nesta quarta-feira (11) contra diversos navios no Estreito de Ormuz, uma região crucial que tem ganhado destaque na guerra do Oriente Médio. O bloqueio desse estreito pode causar sérias consequências para a economia global.

Um navio porta-contêineres, um cargueiro e um graneleiro foram atingidos por projéteis de origem desconhecida, conforme informado pela UKMTO, agência britânica que monitora o tráfego marítimo.

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, já foram registrados 17 incidentes contra embarcações na região.

Imagens divulgadas mostram o graneleiro tailandês Mayuree Naree em chamas. A Marinha da Tailândia informou que 20 dos 23 tripulantes foram resgatados.

A Guarda Revolucionária do Irã, um exército ideológico, assumiu a responsabilidade pelo ataque, que atingiu um navio da Tailândia e outro com bandeira da Libéria.

O comandante naval iraniano declarou que qualquer embarcação que deseje passar pelo estreito deve obter autorização do Irã.

O controle intensificado do Irã sobre o estreito, que é rota para 20% do comércio mundial de hidrocarbonetos, provocou alta no preço do petróleo.

Para minimizar o impacto do possível fechamento do estreito, a Agência Internacional de Energia (AIE) dos 32 países membros anunciou a liberação de 400 milhões de barris de reservas estratégicas, a maior liberação já feita.

Esforços para Estabilizar o Mercado

Os líderes do G7 devem discutir em videoconferência o tema das reservas energéticas. Japão e Alemanha já decidiram liberar parte de suas reservas para tentar conter a alta dos preços dos combustíveis.

Contudo, analistas alertam que os preços ainda podem subir devido a eventos externos, como ataques a refinarias ou explosões de navios.

Os Estados Unidos consideram escoltar navios pelo estreito, mas o Soufan Center, especializado em segurança, destaca que os riscos podem tornar essa operação economicamente inviável, pois o Irã possui entre 2.000 e 6.000 minas navais, o que dificulta a escolta segura.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou o Irã com represálias militares sem precedentes, caso sejam colocadas minas no estreito. Ele também afirmou que o conflito acabará em breve e indicou que o Irã está praticamente sem alvos militares restante.

Por outro lado, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, garantiu que a operação continuará enquanto for necessário.

Estado do Líder Supremos Iraniano

O Irã não recuou e declarou que os ataques são os mais intensos desde o início do conflito, alertando para uma possível guerra prolongada contra Israel e os EUA.

As autoridades confirmaram que o novo líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, está vivo e em recuperação, mesmo após ferimentos sofridos na guerra. Ele foi nomeado após a morte de seu pai nos primeiros ataques da guerra, porém não apareceu publicamente desde então.

Yusef Pezeshkian, filho do presidente Masoud Pezeshkian e assessor governamental, publicou nas redes sociais que amigos confirmaram que o aiatolá está são e salvo.

O embaixador iraniano no Chipre informou ao jornal The Guardian que o líder está hospitalizado devido aos ferimentos.

Em Teerã, explosões recentes abalaram janelas de residências, mas moradores demonstram algum alívio por os ataques não atingirem edifícios civis, apenas locais militares e delegacias.

Escalada do Conflito Regional

Além dos ataques no Golfo, o Irã lançou mísseis contra Israel, causando feridos perto de Tel Aviv. Israel respondeu bombardeando o Líbano, onde o movimento pró-iraniano Hezbollah intensificou a guerra após lançar mísseis contra Israel em 2 de março.

O governo do Líbano reporta 570 mortes decorrentes dos ataques e cerca de 760.000 pessoas foram forçadas a deixar suas casas devido aos combates.

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