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Irã, China e Rússia começam treino naval conjunto em meio à tensão com os EUA

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Irã, China e Rússia iniciam nesta quinta-feira (18) um treinamento naval conjunto no Mar de Omã e no norte do Oceano Índico, em um contexto de aumento das tensões entre Teerã e Washington. A operação, chamada de “Cinturão de Segurança Marítima 2026”, envolverá unidades das marinhas iraniana, russa e chinesa, além da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), uma força paramilitar do Irã.

De acordo com a agência estatal IRNA, o exercício terá como local a Primeira Região Naval do Irã, na base de Bandar Abbas. Um porta-helicópteros russo já atracou na base para integrar as manobras. O contra-almirante Hassan Maqsoudlou, porta-voz do exercício, explicou que a principal meta é promover a segurança marítima e manter cooperação naval duradoura na área.

Ele detalhou ainda que as atividades incluem coordenação para proteger embarcações comerciais e petroleiros, além de combater o terrorismo marítimo. O capitão de primeira classe Alexey Sergeev, comandante da frota russa, ressaltou que a cooperação atual demonstra a habilidade conjunta dos países para enfrentar e solucionar desafios marítimos e costeiros.

Em Moscou, o assessor presidencial Nikolai Patrushev anunciou que navios dos três países foram enviados ao Estreito de Ormuz para participar do exercício, que teve sua primeira edição em 2018 e já faz parte do calendário regular de treinamentos conjuntos, segundo a agência ISNA.

Essa iniciativa ocorre enquanto os Estados Unidos intensificam sua presença militar próxima ao Irã. O então presidente Donald Trump declarou que tal movimentação visa pressionar Teerã a negociar, alertando que, caso não haja acordo, um ataque mais severo do que o realizado contra as instalações nucleares iranianas em junho de 2025 poderá acontecer.

O governo de Teerã rejeita ameaças e pressões, defendendo que o progresso diplomático depende de respeito mútuo. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que a chantagem não contribui para o êxito das negociações. Recentemente, EUA e Irã conversaram em Genebra para estabelecer um marco estruturado que permita o avanço do diálogo nuclear.

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