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Irã detém supostas redes monarquistas e espiões
Autoridades do Irã anunciaram nesta quarta-feira (18) a detenção de mais de 100 indivíduos suspeitos de integrar “grupos monarquistas” que planejavam atos contra a República Islâmica. Além disso, foram presos suspeitos de espionagem e pessoas acusadas de colaborar com um canal de televisão banido.
O Ministério da Inteligência identificou e capturou 111 células monarquistas em 26 províncias antes que pudessem agir na última quarta-feira do ano, pouco antes da celebração do Ano Novo iraniano, conforme comunicado divulgado pela agência de notícias Fars.
O número exato de pessoas envolvidas nessas células não foi informado de imediato.
Foi relatada a prisão de quatro suspeitos de espionagem com ligações aos Estados Unidos, nas cidades de Hamedan e na província do Azerbaijão Ocidental, ambas localizadas na região oeste do país.
Outras 21 pessoas foram detidas sob a acusação de colaborar com a rede de televisão Iran International, sediada em Londres e proibida no Irã.
As autoridades também informaram a apreensão de armas de fogo, armas brancas, armas de choque e cassetetes durante as operações.
Essas prisões ocorrem em um contexto de conflito regional iniciado em 28 de fevereiro, quando Israel e os Estados Unidos realizaram ataques contra o Irã.
Nas últimas semanas, buscas em grande escala foram conduzidas por todo o país, resultando na detenção de centenas de pessoas suspeitas de cooperação com Israel e os Estados Unidos, conforme reportagens da mídia local.
No domingo, o chefe da polícia, Ahmad Reza Radan, revelou que um total de 500 pessoas foram presas sob a suspeita de espionagem e transmissão de informações a inimigos e meios de comunicação hostis ao Irã.
O governo iraniano classificou a Iran International como uma “organização terrorista” em 2022, ressaltando que colaborar com o canal pode acarretar punições conforme a legislação do país.

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