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Irã e Omã definirão futuro do Estreito de Ormuz após conflito

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O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, declarou que o destino do Estreito de Ormuz será decidido conjuntamente pelo Irã e Omã, ressaltando que a passagem marítima “encontra-se nas águas territoriais” de ambos os países e que os acordos posteriores ao conflito dependem diretamente desses dois Estados.

Essas declarações surgem após recentes advertências dos Estados Unidos sobre a tentativa de controle do Estreito de Ormuz, com o ex-presidente Donald Trump chegando a apelidar a região de “Estreito Trump”.

Em entrevista à Al Jazeera, Araghchi afirmou que o Estreito permanece aberto, mas a navegação é limitada a nações que não estejam em guerra com o Irã. Ele ressaltou: “Durante o conflito, não permitiremos a passagem daqueles que estejam em confronto conosco”, adicionando que embarcações de países aliados desfrutam de trânsito seguro mediante acordos firmados.

O chanceler também negou a existência de negociações formais com os Estados Unidos, afirmando que apenas há intercâmbio de mensagens por meio de intermediários. “No momento, não estamos negociando”, disse. Ele classificou como especulação as propostas de planos americanas divulgadas pela mídia, destacando que não houve respostas formais a tais sugestões.

Araghchi reafirmou que o Irã não aceita cessar-fogo e condiciona qualquer diálogo ao término completo do conflito regional, exigindo garantias contra novos ataques e reparações. “Não há fundamento para negociações”, enfatizou. Além disso, criticou a imposição de prazos por parte de Washington: “Não aceitamos prazos determinados”.

O ministro também declarou que o Irã está disposto a prolongar o confronto pelo tempo que for necessário e continuará a retaliar alvos americanos na área, rejeitando acusações de ataques intencionais a países vizinhos.

Simultaneamente, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, comentou que qualquer iniciativa referente à navegação no Estreito de Ormuz deve ser baseada no consenso entre os países costeiros. Ela declarou que transferir o controle para terceiros ou criar mecanismos supranacionais sem o consentimento de todos os Estados do Golfo não ajudaria a diminuir as tensões na região.

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