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Irã nega reinício do enriquecimento de urânio

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Reza Najafi, embaixador do Irã na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), afirmou que o país não retomou o processo de enriquecimento de urânio após ataques realizados por Israel e Estados Unidos em junho de 2025 contra instalações nucleares iranianas.

Os governos de Israel e dos Estados Unidos têm acusado o Irã de buscar o desenvolvimento de armas nucleares, justificando assim conflitos enfrentados, incluindo o breve confronto de 12 dias no ano anterior e a escalada atual iniciada pelos ataques em 28 de fevereiro.

Najafi declarou em entrevista que as alegações de retomada do enriquecimento são falsas, caracterizando-as como mentiras graves.

O diplomata ressaltou que ataques às instalações nucleares civis de Teerã são ilegais sob o direito internacional, ressaltando o risco de vazamentos radioativos que poderiam contaminar o abastecimento de água e forçar evacuações da população local.

A usina de Bushehr, situada no sudoeste do país, foi alvo de ataques pela terceira vez em um período de 10 dias, conforme relatado pela AIEA, que não detectou danos no reator nem vazamentos de radiação.

Najafi enfatizou que qualquer agressão contra a usina representaria uma violação clara das leis internacionais e do direito humanitário.

Ele destacou que, mesmo em situações de conflito, é proibido atingir instalações civis e que tal ação seria considerada um crime grave, incluindo crimes contra a humanidade e crimes de guerra.

A usina de Bushehr é a única com reator nuclear em operação no Irã, sendo a AIEA a principal autoridade que pede moderação e cautela entre as partes envolvidas na tensão no Oriente Médio.

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