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Irã orienta feridos em protestos a buscar atendimento médico
O Ministério da Saúde do Irã aconselhou, nesta segunda-feira (26), que as pessoas feridas nos protestos procurem ajuda em hospitais, em meio a denúncias de organizações de direitos humanos contra forças de segurança que estariam prendendo manifestantes dentro de unidades de saúde.
As manifestações tiveram início no fim de dezembro devido à crise econômica e cresceram para um movimento amplo contra o regime da República Islâmica, com grandes atos desde 8 de janeiro.
Grupos de direitos humanos denunciam que as autoridades iranianas mataram milhares de pessoas em uma repressão sem precedentes, que ocorreu sob um bloqueio total da internet. O Irã, por sua vez, afirma que a violência foi provocada por arruaceiros instigados pelos Estados Unidos e Israel.
“Orientamos a população a não tentar fazer curativos em casa e a buscar atendimento médico imediatamente caso se ferrem”, informou o Ministério da Saúde por meio de um comunicado veiculado pela televisão estatal.
Segundo relatos do Centro para os Direitos Humanos no Irã (CHRI), com sede nos Estados Unidos, as forças de segurança iranianas teriam usado rifles e espingardas com balas de borracha, mirando diretamente na cabeça e no tronco dos manifestantes. Além disso, teriam invadido hospitais e residências para identificar e prender manifestantes com base nas lesões que apresentavam.
De acordo com o CHRI, “diversos feridos foram capturados antes de receber atendimento médico, outros durante o tratamento e alguns logo após a alta, sendo levados a locais desconhecidos”.

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