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Irã possui a terceira maior reserva de petróleo do mundo e enfrenta ataques

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Localizado no Golfo Pérsico, o Irã é detentor da terceira maior reserva petrolífera global e enfrenta uma crise econômica que tem levado sua população às ruas. O país é atualmente apontado pelos Estados Unidos como uma ameaça global devido ao seu programa nuclear, embora as tensões entre as duas nações datem da década de 1950.

Situado na região sudoeste da Ásia, o Irã é um parceiro comercial importante para o Brasil. Em 2024, o comércio bilateral quase alcançou US$ 3 bilhões. As exportações brasileiras para o Irã incluem principalmente commodities, notadamente milho e soja. As importações do Irã representam cerca de 0,84% do total e consistem essencialmente em adubos e fertilizantes.

As manifestações atuais refletem reivindicações antigas. Em dezembro de 2017, protestos pacíficos contra restrições a direitos, incluindo os políticos, começaram em Mashhad, a segunda maior cidade iraniana, e se espalharam pelo país.

Assim como a maioria dos países do Oriente Médio, o Irã apresenta um dos índices mais baixos de liberdade de imprensa. Segundo a análise de 2025 da Repórteres sem Fronteiras (RSF), o país ocupou a quinta pior posição.

Apesar da censura e das tentativas de silenciamento dos jornalistas, a imprensa internacional mostra um país em convulsão, com universitários retomando protestos apenas um mês após uma forte repressão governamental. Em janeiro, confrontos entre manifestantes e agentes do governo resultaram na morte de centenas de pessoas. A rede mundial chegou a ser bloqueada por ordem do governo.

Este cenário serve de justificativa para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a intervenção militar no Irã, agora realizada em conjunto com Israel, país que também é declarado inimigo iraniano. Críticos de Trump afirmam que a verdadeira motivação por trás dessas ações está no interesse pelas vastas reservas petrolíferas do Irã, que ficam atrás apenas das da Venezuela e da Arábia Saudita. Em 2025, as reservas iranianas alcançaram aproximadamente 209 bilhões de barris, superando os 74 bilhões dos Estados Unidos.

A ideia de que os Estados Unidos iniciaram uma ofensiva motivada por esse interesse ganhou ainda mais força após o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro no início de janeiro, acusado de liderar um cartel de narcotráfico. A administração americana também ameaçou aumentar tarifas para países que compram petróleo da Venezuela e vendem para Cuba, que depende do petróleo venezuelano.

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