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Irã promete vingança pela morte de Larijani

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Irã anunciou nesta quarta-feira (18) que tomará uma atitude “decisiva” para retaliar a morte de seu chefe de Segurança, Ali Larijani, disparando uma série de mísseis contra Israel, país acusado pelo Irã de ser responsável pela morte do alto funcionário em um ataque aéreo.

Os mísseis disparados pelo Irã causaram a morte de duas pessoas próximas à cidade israelense de Tel Aviv. Enquanto isso, países do Golfo interceptaram foguetes e drones visando alvos que incluíam bases americanas na região.

O Irã conduzirá os funerais de Larijani e de Gholamreza Soleimani, comandante da milícia Basij, que também faleceu em um ataque israelense, conforme relatado pelas agências Fars e Tasnim.

Larijani foi a figura de maior projeção dentro da República Islâmica eliminada desde o ataque de Israel e Estados Unidos em 28 de fevereiro, quando o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, marcando o início do conflito no Oriente Médio.

O comandante do Exército iraniano, Amir Hatami, declarou que “a resposta iraniana ao assassinato do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional será firme”, prometendo retaliação.

Desde o começo do conflito, o Irã vem atacando interesses americanos, instalações energéticas e infraestruturas civis nos países vizinhos do Golfo, além de manter bloqueio no Estreito de Ormuz, por onde circula 20% do petróleo e gás global.

Com o preço do barril de petróleo próxima aos 100 dólares, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, alertou que as consequências da guerra estão apenas começando e afetarão a todos.

Para permitir a passagem pelo Estreito de Ormuz, forças americanas lançaram grandes bombas contra instalações de mísseis no Irã, utilizando armas avaliadas em centenas de milhares de dólares.

O presidente americano, Donald Trump, criticou seus aliados por evitarem o envolvimento na guerra e afirmou que o Exército americano não necessita de auxílio para suas operações.

Conflitos e reações regionais

A Guarda Revolucionária iraniana confirmou o lançamento de mísseis contra o centro de Israel, em retaliação ao assassinato de Ali Larijani e seus companheiros.

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, condenou as ações israelenses, qualificando-as como assassinatos políticos e ilegais.

O Exército israelense afirmou estar determinado a encontrar e neutralizar o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, que permanece fora de vista desde sua nomeação recente.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reafirmou o objetivo de acabar com a República Islâmica, mesmo com falta de comprometimento oficial dos EUA.

Impactos civis e repercussões internacionais

Em Tel Aviv, os ataques resultaram em duas mortes e danos significativos. Nos EUA, Trump comentou a renúncia do diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, que manifestou incapacidade de apoiar a guerra.

No Líbano, o movimento pró-iraniano Hezbollah intensificou confrontos com Israel, causando milhares de mortes e deslocando mais de um milhão de pessoas.

Em Sidon, sul do Líbano, muitos deslocados vivem em condições precárias, dormindo em carros devido à falta de abrigos. Segundo Jihan Kaisi, diretora de uma ONG local, a demanda por assistência cresce diariamente, mas os recursos são insuficientes.

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