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Irã reage a ataques dos EUA e busca negociação nuclear

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O ministro das Relações Exteriores do Irã alertou nesta quarta-feira (28) que as forças iranianas irão responder com firmeza a qualquer ação militar dos Estados Unidos, mas deixou em aberto a possibilidade de um novo acordo nuclear para Teerã, após o presidente americano, Donald Trump, afirmar que “o tempo está acabando” para negociações.

Abbas Araghchi declarou em sua conta no X que o país mantém o dedo no gatilho para agir de forma rápida e contundente contra qualquer agressão.

Trump posicionou dez navios de guerra no Oriente Médio, incluindo o porta-aviões USS Abraham Lincoln, e não descarta novo ataque ao Irã após a repressão dura aos protestos contra o governo.

Em junho, os EUA apoiaram e participaram do conflito de 12 dias entre Irã e Israel.

O chanceler iraniano usou linguagem semelhante à de Trump para sugerir a chance de um novo acordo nuclear, buscando reduzir a tensão.

Ele afirmou que o Irã sempre foi favorável a um acordo nuclear equilibrado e justo, garantindo o direito ao uso pacífico da tecnologia nuclear, e assegurando a ausência de armas nucleares.

O ministro reiterou que o programa nuclear de seu país tem fins pacíficos, negando as alegações ocidentais sobre possível criação de bomba atômica.

Ali Shamkani, conselheiro do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, adotou um tom mais duro e emitiu aviso a Israel.

Segundo ele, qualquer ação militar por parte dos EUA será vista como início de guerra, com resposta imediata, ampla e sem precedentes, atingindo Tel Aviv e aliados dos agressores.

Um oficial da Guarda Revolucionária ameaçou bloquear o estreito de Ormuz, rota vital no transporte mundial de petróleo e gás.

Em sua rede social Truth Social, Trump ressaltou que o Irã precisa negociar um acordo justo, que não envolva armas nucleares, e alertou que o tempo está acabando, prometendo respostas ainda mais duras em caso de ataques.

Marco Rubio, chefe da diplomacia americana, avaliou no Senado que o regime iraniano está fragilizado.

Friedrich Merz, chefe de governo da Alemanha, declarou que o regime do Irã enfrenta dias contados, após repressão violenta aos protestos que já resultaram em milhares de mortos segundo ONG.

Segundo analistas, Washington poderia atacar instalações militares ou a liderança do aiatolá Ali Khamenei para tentar derrubar o regime instaurado desde 1979.

Abbas Araghchi destacou que diplomacia com ameaças militares não é eficaz nem desejável.

Na região, Turquia recomenda diálogo, Egito apela pela desescalada e Arábia Saudita assegura que seu território não será usado para ataques contra o Irã.

Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, xeque do Catar, defende redução da escalada e busca por soluções pacíficas, assim como a China, que pede moderação e alerta para riscos de aventuras militares que agravariam a instabilidade regional.

Enquanto isso, outdoors em Teerã mostram imagens de ataque iraniano a porta-aviões americano e mensagens do líder Khamenei contra os EUA.

Ativistas informam que a repressão segue com buscas em hospitais e divulgação de confissões forçadas pela TV estatal.

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