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Israel anuncia novos ataques a Teerã na guerra
O Exército de Israel iniciou nesta sexta-feira (6) uma ofensiva significativa contra Teerã, marcando uma etapa avançada do conflito com o Irã, que também se estende ao Líbano com bombardeios intensos em Beirute.
O confronto, que começou no fim de semana com ações de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, se espalhou por toda a região do Oriente Médio devido às retaliações da República Islâmica.
A mídia iraniana, incluindo a emissora estatal Irib, reportou diversas explosões em bairros diferentes da capital nesta manhã.
As Forças Armadas israelenses informaram que os ataques miram a infraestrutura do que chamam de “regime terrorista iraniano” em Teerã.
Funcionários iranianos relataram bombardeios com mísseis em Shiraz, no sul do país, que resultaram em pelo menos 20 mortes, informação que a AFP não pôde confirmar de forma independente.
Khalil Hasani, vice-governador da província de Fars, declarou que “vinte civis inocentes foram mortos e 30 ficaram feridos no ataque terrorista” em uma área residencial de Ziba Shahr, nos arredores de Shiraz.
No Líbano, regiões ao sul da capital Beirute também foram alvo de bombardeios israelenses, segundo a agência estatal de notícias Ani, que não relatou vítimas.
Este conflito tem causado forte impacto nos mercados econômicos globais, enquanto sua duração permanece incerta.
De acordo com Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUA, “os combates estão apenas começando”, e o país tem munição suficiente para manter as operações enquanto for necessário.
O presidente Donald Trump afirmou que enviar tropas terrestres ao Irã seria “perda de tempo”, alegando que os iranianos já “perderam tudo”.
Sem trégua ou negociações
O comandante do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, declarou que a guerra passou para uma nova etapa, após a fase inicial de ataque surpresa que estabeleceu superioridade aérea e neutralizou a rede de mísseis balísticos.
Zamir afirmou que Israel continuará desfazendo o regime iraniano, mantendo surpresas para Teerã.
Trump manifestou desejo de influenciar a seleção do sucessor do aiatolá Ali Khamenei, falecido no primeiro dia dos bombardeios, considerando o filho do líder supremo inaceitável como líder.
O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, declarou ao canal NBC que o Irã não busca cessar-fogo ou negociações.
Após sete dias de conflito, o Irã mantém capacidade ofensiva.
Arábia Saudita e Catar impediram ataques com drones e mísseis a bases aéreas. No Bahrein, um hotel e edifícios residenciais foram atingidos.
A Guarda Revolucionária, exército ideológico do Irã, lançou novos projéteis contra Tel Aviv, onde foram ouvidas explosões sem relatos de vítimas.
O grupo Hezbollah, aliado do Irã no Líbano, disparou foguetes e artilharia contra territórios israelenses.
O exército israelense recebeu ordem de avançar mais no sul do Líbano para ampliar controle na fronteira, segundo o general Zamir.
Pânico em Beirute
Na quinta-feira, a cidade de Beirute viveu momentos de pânico após Israel emitir alerta para retirada dos moradores das áreas ao sul da capital, área controlada pelo Hezbollah.
Durante a noite, a região foi alvo de ataques intensos.
Dados do Ministério da Saúde do Líbano indicam pelo menos 123 mortos e 683 feridos desde segunda-feira.
A agência Irna, do Irã, confirmou 1.230 mortos desde o início do conflito, dado não verificado pela AFP.
Em Israel, a guerra causou pelo menos 10 mortes conforme autoridades.
Na guerra naval, os EUA afirmam ter afundado 30 navios iranianos desde o começo do conflito.
O Estreito de Ormuz, uma rota vital para 20% do petróleo e gás global, permanece intransitável.
Aliados do Irã no Iêmen, os houthis afirmaram estar prontos para responder a qualquer provocação.

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