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Israel aumentará ações terrestres no Líbano após ataque a ponte vital
Israel anunciou neste domingo (22) que espera prolongar os combates por várias semanas contra o Irã e o grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, enquanto os Estados Unidos e o Irã trocaram ameaças sobre ataques a infraestruturas estratégicas.
Até o momento, não se vislumbra uma solução para o conflito que já dura mais de três semanas, afetando a estabilidade econômica global devido ao aumento dos preços do petróleo, o que pode impulsionar a inflação.
Pressionado pelo aumento dos preços dos combustíveis em um ano eleitoral, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um prazo de 48 horas para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz.
Ele declarou que, caso essa rota vital para o comércio mundial de petróleo não seja reaberta, os Estados Unidos retaliarão atacando suas principais centrais elétricas, começando pela maior delas.
O Irã respondeu rapidamente. Mohammad-Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, ameaçou destruir de forma irreversível as infraestruturas energéticas, de tecnologia da informação e de tratamento de água da região.
O comando operacional do Exército Iraniano ameaçou fechar completamente o estreito caso as ameaças americanas sejam cumpridas.
Desde o início do conflito, o Irã mantém um quase total bloqueio à passagem marítima, embora cerca de 5% do volume habitual de navios ainda consiga trafegar pela região, segundo a consultoria Kpler.
Israel intensificou sua retórica. O porta-voz militar, Effie Defrin, declarou que os combates contra o Irã e o Hezbollah continuarão por semanas.
O chefe do Estado-Maior israelense, o tenente-general Eyal Zamir, afirmou que a ação contra o Hezbollah está apenas começando e tratase de um esforço prolongado, aumentando as operações terrestres seletivas e os ataques no Líbano.
Desde que o Hezbollah iniciou o lançamento de foguetes contra Israel em 2 de março, o Exército israelense tem realizado uma campanha intensa de bombardeios e avanços terrestres na fronteira, resultando em milhares de mortes e mais de um milhão de deslocados.
Recentemente, o Exército israelense destruiu uma ponte na rodovia principal que conecta a região de Tiro ao restante do Líbano, atendendo ordens do ministro da Defesa, Israel Katz, para destruir infraestruturas supostamente usadas pelo Hezbollah.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, condenou o ataque à ponte e declarou que esses ataques às infraestruturas são o prenúncio de uma possível invasão terrestre.
O ministro da Defesa israelense também assegurou que o exército intensificará a destruição de casas em vilarejos na fronteira para eliminar ameaças às comunidades israelenses.
Segundo a agência libanesa Ani, várias casas foram destruídas no vilarejo de Taybeh. Antes, serviços de emergência em Israel confirmaram a morte de uma pessoa próxima à fronteira.
O Hezbollah reivindicou um ataque contra soldados, enquanto o Exército israelense investiga se foi fogo amigo.
Paralelamente, Israel realiza bombardeios no centro de Teerã.
Uma residente de Teerã, Shiva, de 31 anos, relatou que muitos perderam o emprego e a renda, sem saber por quanto tempo a situação será suportável.
O diretor da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que ataques recentes a instalações nucleares elevam o conflito a uma fase crítica.
No sul de Israel, dois ataques com mísseis iranianos no sábado deixaram mais de cem feridos e causaram pânico. Um dos ataques atingiu uma área residencial em Dimona, cidade que abriga um importante centro de pesquisa nuclear.
O Irã justificou os lançamentos como resposta a um ataque contra uma de suas instalações nucleares em Natanz, porém o Exército israelense negou conhecimento desse ataque, que a televisão pública Kan atribuiu às forças dos Estados Unidos.

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