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Israel inicia operação terrestre contra Hezbollah no Líbano
Israel anunciou nesta segunda-feira (16) o começo de operações terrestres limitadas contra o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, localizado no Líbano. Enquanto isso, os Estados Unidos intensificam a pressão entre as principais potências mundiais para reabrir o Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado pelo Irã.
Em 28 de fevereiro, em conjunto com Israel, Washington iniciou ataques aéreos maciços contra o Irã, evento que resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei. Dias depois, seu filho, Mojtaba, ainda não visto em público, supostamente sofreu ferimentos.
Desde então, o conflito se espalhou pela região do Oriente Médio, gerando apreensão global devido às severas repercussões econômicas e instabilidade geopolítica.
O Exército de Israel, que tem realizado incursões no sul do Líbano com tropas terrestres e veículos blindados desde o início do mês, informou que recentemente conduziu operações terrestres limitadas e específicas contra áreas estratégicas do Hezbollah.
Segundo nota oficial, as forças israelenses buscam defender-se e eliminar os terroristas ativos na região.
O Líbano foi envolvido no conflito em 2 de março, quando o Hezbollah retaliou a Israel pela morte de seu líder supremo iraniano, levando a Israel a intensificar os ataques aéreos, especialmente no sul do país, com planos de estabelecer uma zona de segurança na fronteira.
Pelo menos 850 pessoas morreram no Líbano durante as duas semanas de ofensivas israelenses, incluindo 107 crianças, conforme dados do governo libanês.
Liberar o Estreito de Ormuz
Simultaneamente, os Estados Unidos convocam a comunidade internacional para garantir a reabertura do Estreito de Ormuz, atualmente sob controle do Irã.
Em entrevista ao Financial Times, o presidente americano Donald Trump pediu que a Otan e a China enviem navios de guerra àquela rota estratégica, por onde passam 20% do comércio global de petróleo e gás liquefeito.
O bloqueio da via marítima, agravado por ataques iranianos a vários navios, fez o preço do petróleo ultrapassar a marca de 100 dólares o barril.
Trump enfatizou a necessidade de proteger esta rota vital e prometeu que a Marinha americana passará a escoltar os petroleiros muito em breve.
O presidente americano também advertiu que a ausência de resposta ou uma resposta negativa seria prejudicial para o futuro da Otan e sinalizou a possibilidade de adiar sua viagem à China caso Pequim não colabore, lembrando que este país importa 90% de seu petróleo pelo Estreito de Ormuz.
Até agora, nenhum país anunciou participação na iniciativa dos EUA, com Japão e Austrália descartando a possibilidade e a Alemanha afirmando que o conflito não está relacionado à Otan.
A China declarou manter diálogo com os Estados Unidos sobre a visita de Trump.
Continuação dos ataques israelenses no Irã
O conflito, que nesta segunda-feira completa 17 dias, não mostra sinais de trégua.
Trump revelou que mantém negociações com o Irã para um cessar-fogo, mas acredita que Teerã ainda não está totalmente preparado para isso. O governo iraniano, por sua vez, não confirmou essas conversas.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã pediu que os países que recebem o apelo americano evitem ações que possam escalar o conflito.
Na manhã desta segunda, Israel continuou seus ataques a Teerã, após uma noite de fortes explosões. Também foram atingidas as cidades de Shiraz e Tabriz.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, condenou os bombardeios em depósitos de combustível, qualificando-os como violações do direito internacional e um ecocídio.
Os residentes da capital iraniana amanheceram em uma cidade tomada por fumaça densa causada pelos ataques a depósitos de petróleo.
Em resposta, o Irã continua realizando ataques com drones contra bases militares e interesses econômicos dos Estados Unidos em países vizinhos e também contra infraestruturas civis como aeroportos, portos e instalações petrolíferas.
Nos Emirados Árabes Unidos, o aeroporto de Dubai suspendeu operações por algumas horas após ataque com drones e incêndio em depósito de combustível, enquanto um incêndio também atingiu a zona industrial de Fujairah, região petrolífera à beira do Golfo de Omã.
A Arábia Saudita interceptou 61 drones no leste do país nesta segunda-feira.
O preço do petróleo começou a se estabilizar ao redor dos 100 dólares por barril, após vários aumentos repentinos impulsionados pelo conflito.
Recentemente, os membros da Agência Internacional de Energia decidiram liberar juntos 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas, uma medida sem precedentes em cinco décadas.
O Japão, fortemente dependente do petróleo do Oriente Médio para 95% de suas importações, iniciou o uso de suas reservas, liberando suprimentos equivalentes a 15 dias do consumo nacional.

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