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Israel intensifica ataques contra Irã
Israel realizou novos bombardeios contra o Irã nesta sexta-feira (20). O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o Irã está próximo de ser “dizimado”, apesar dos lançamentos contínuos de mísseis e drones iranianos que têm causado impactos nos países vizinhos do Golfo.
Em uma coletiva de imprensa na quinta-feira, Netanyahu destacou que Teerã já perdeu a capacidade de enriquecer urânio e de produzir mísseis balísticos. Ele também expressou otimismo de que o conflito poderá acabar mais rápido do que muitos esperam, sem especificar um prazo.
Mesmo com o cenário de guerra regional, os mercados reagiram de forma relativamente estável, com Wall Street fechando em leve queda e o preço do petróleo Brent caindo para cerca de 107 dólares por barril.
Os ataques militares continuam enquanto o Irã celebra feriados importantes, como o Ano Novo Persa e o fechamento do Ramadã, períodos significativos na cultura e religião locais.
Incidentes recentes no Golfo
Os países do Golfo têm relatado ataques frequentes com mísseis e drones. Os Emirados Árabes Unidos responderam a ataques com foguetes; a Arábia Saudita interceptou vários drones, especialmente na região leste; e o Bahrein controlou um incêndio em um depósito devido a estilhaços de uma ação atribuída ao Irã.
Uma refinaria no Kuwait foi atingida novamente por drones, causando prejuízos e a interrupção de parte das operações.
Essa ofensiva é uma retaliação aos ataques realizados por Estados Unidos e Israel desde o final de fevereiro. O Irã tem mirado interesses americanos na região do Golfo e infraestruturas energéticas, elevando o temor de impactos globais na economia, principalmente nos preços do gás e petróleo.
Repercussões políticas e econômicas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitou a Israel que suspenda ataques às infraestruturas energéticas iranianas. Em contrapartida, ameaçou destruir completamente a maior reserva mundial de gás, compartilhada por Irã e Catar, caso os ataques continuem.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, reafirmou a posição do país de que não haverá moderação se as infraestruturas de energia forem novamente atacadas, destacando que a retaliação até agora utilizou apenas uma fração do poderio iraniano.
Apelos internacionais para cessar-fogo
Em Bruxelas, líderes da União Europeia pediram uma moratória nos ataques a infraestruturas energéticas e hídricas, enfatizando a necessidade de máxima moderação. Países como França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Holanda e Japão manifestaram disposição para garantir a segurança na passagem estratégica do Estreito de Ormuz após o fim dos confrontos.
O presidente francês Emmanuel Macron mencionou a possibilidade de uma missão da ONU após o término das hostilidades.
Para estabilizar o mercado de petróleo, membros da Agência Internacional de Energia começaram a liberar reservas estratégicas, totalizando 426 milhões de barris, a maioria de petróleo bruto.
Conflito no Líbano
No Líbano, que entrou no conflito devido aos ataques do grupo pró-iraniano Hezbollah contra Israel no início de março, houve novos bombardeios israelenses contra regiões do sul do país.
A agência oficial local reportou ataques contra várias cidades, inclusive Bafliyeh e Hanine nos distritos de Tiro e Bint Jbeil.
O presidente libanês Joseph Aoun voltou a pedir cessar-fogo e negociações com Israel, contando com o apoio do chefe da diplomacia francesa, Jean-Noël Barrot, que planeja visitar Israel.

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