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Israel procura restos do último refém em cemitério de Gaza
As tropas de Israel realizaram uma busca em um cemitério localizado no norte de Gaza neste domingo (25) para encontrar os restos de Ran Gvili, último refém mantido em território palestino desde os ataques do Hamas em outubro de 2023, conforme informado pelo gabinete do primeiro-ministro.
“A operação ocorre em um cemitério ao norte de Gaza, empregando intensa busca com o apoio completo dos recursos de inteligência disponíveis”, declarou o gabinete de Benjamin Netanyahu, acrescentando que as operações prosseguirão “enquanto for necessário”.
O grupo islâmico Hamas confirmou as buscas e informou que repassou aos mediadores os dados que possuía sobre o local onde os “restos mortais do refém” poderiam estar.
Ran Gvili era um oficial da unidade de elite da polícia israelense Yasam e tinha 24 anos no momento do ataque do Hamas que iniciou o conflito em Gaza.
Um oficial militar de Israel disse à AFP que existe indicação de que Gvili pode estar enterrado na área em que estão sendo feitas as buscas. A inteligência sobre o local do túmulo “está conosco há algum tempo e foi atualizada recentemente”, detalhou.
“Equipes especializadas estão no local, incluindo rabinos, equipes de busca e peritos odontológicos”, afirmou o oficial.
O primeiro acordo de cessar-fogo, apoiado pelos Estados Unidos, previa que o Hamas entregasse todos os reféns trazidos a Gaza após o ataque de 2023 que iniciou a guerra.
Dentre as 251 pessoas sequestradas pelo Hamas em 7 de outubro, todas — algumas vivas e outras falecidas — foram devolvidas a Israel, exceto Gvili.
Naquele ataque sem precedentes em solo israelense, mais de 1.200 pessoas perderam a vida. A ofensiva subsequente em Gaza causou mais de 70.000 mortes, segundo dados das autoridades locais sob o controle do Hamas.
A família de Ran Gvili expressou forte oposição à segunda etapa do plano, que inclui a reabertura da passagem de Rafah, até que recebam os restos mortais.
“Antes disso, Ran precisa retornar para casa”, declarou a família em comunicado neste domingo. “O Estado de Israel não pode continuar com a abertura da passagem de Rafah enquanto o Hamas engana o mundo”, reforçaram.
Enquanto isso, a possível reabertura da fronteira de Rafah que conecta Gaza ao Egito, foi tema de reunião no sábado entre Netanyahu e os representantes americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, segundo a imprensa israelense.

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