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Israel vai diminuir ajuda humanitária no norte de Gaza, diz fonte do governo

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O Exército de Israel está prestes a diminuir ou interromper a ajuda humanitária destinada ao norte de Gaza, enquanto intensifica sua campanha militar contra o grupo extremista Hamas, informou uma fonte governamental neste sábado, dia 30. Isso ocorre um dia após a cidade de Gaza ter sido declarada área de combate.

Essa decisão deve gerar novas críticas internacionais contra Israel, em meio à crescente preocupação dentro e fora do país sobre a situação dos civis palestinos e dos reféns restantes em Gaza, após quase dois anos de conflito.

Um oficial anônimo informou à Associated Press (AP) que Israel pretende suspender em breve as entregas aéreas de ajuda humanitária na cidade de Gaza e reduzir o número de caminhões que chegam ao norte do território, enquanto organiza a retirada de centenas de milhares de pessoas para o sul.

Na sexta-feira, dia 29, Israel encerrou as pausas diurnas nos combates, que tinham sido adotadas para facilitar a entrada de ajuda, qualificando Gaza como um reduto do Hamas e afirmando que uma rede de túneis ainda está operante, apesar das ações militares extensivas na área.

De acordo com a ONU, as medidas recentes ficaram muito aquém do mínimo de 600 caminhões de ajuda necessários diariamente em Gaza.

Alerta da Cruz Vermelha

“Uma retirada desse tipo causaria um enorme deslocamento populacional que nenhuma região em Gaza teria condições de acolher, devido à grande destruição da infraestrutura civil e à severa escassez de alimentos, água, abrigo e cuidados médicos”, declarou Mirjana Spoljaric, presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, em comunicado no sábado, 30.

Ela acrescentou que uma evacuação em massa da cidade de Gaza não pode ser realizada de maneira segura e digna.

Cientos de moradores começaram a deixar a cidade, carregando seus poucos pertences em veículos ou carroças puxadas por animais, muitos tendo de sair de suas casas mais de uma vez.

Neste sábado, tiros israelenses mataram quatro pessoas que buscavam ajuda na região central de Gaza, conforme autoridades do Hospital Al-Awda, para onde foram levados os corpos.

Segundo o ministério da saúde de Gaza, 15 pessoas morreram e ao menos 206 ficaram feridas tentando obter auxílio nas últimas 24 horas.

O órgão também informou que 10 pessoas faleceram devido à fome e desnutrição no mesmo período, incluindo três crianças, totalizando pelo menos 332 palestinos mortos por causas relacionadas à fome durante o conflito, dentre eles 124 crianças.

Pelo menos 63.371 palestinos morreram em Gaza durante a guerra, conforme dados do ministério, sem detalhar quantos eram combatentes ou civis; aproximadamente metade das vítimas são mulheres e crianças.

Este ministério, administrado pelo Hamas e formado por profissionais de saúde, é considerado pela ONU e especialistas independentes como a fonte mais confiável sobre as baixas, embora Israel conteste os números e não disponibilize dados nem permita a entrada de jornalistas internacionais em Gaza.

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