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Janja defende mudança cultural para combater feminicídio

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O Brasil registrou um número recorde de 1.470 mulheres assassinadas no último ano. A socióloga e primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, destaca a importância da presença masculina no Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, demonstrando um esforço conjunto para avançar nas políticas de proteção às mulheres no país.

O pacto visa garantir a segurança das mulheres, conforme ressaltado por Janja, que também enfatizou a necessidade de aprimorar o acompanhamento dos agressores.

“Queremos que o sistema funcione”, afirmou ela durante sua participação no Programa Sem Censura, da TV Brasil.

Para a primeira-dama, é fundamental não apenas debater o feminicídio, mas também tomar medidas efetivas.

“Não podemos aceitar como normal esses crimes que ocorrem no Brasil e no mundo, especialmente diante de um discurso de ódio muito agressivo nas redes sociais”, alertou.

Ela observou que mais de 140 canais nas redes sociais propagam discursos de ódio contra as mulheres, atingindo todas as faixas etárias.

Janja ressaltou seu orgulho por ter colocado o tema do feminicídio no centro das ações governamentais, promovendo a colaboração entre os Três Poderes, uma iniciativa inédita concebida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo Janja, o feminicídio impacta todas as mulheres, independentemente de suas crenças políticas ou sociais.

“Elas morrem do mesmo jeito: pela mesma bala e pela mesma faca”, afirmou.

O Comitê Interinstitucional do Pacto apresentará em Brasília as principais ações que unem esses esforços para construir uma sociedade onde as mulheres se sintam seguras no trabalho, nas ruas e em suas casas.

Para a primeira-dama, é crucial compreender que a responsabilidade cabe tanto a cada cidadão quanto ao Estado brasileiro.

“É esse caminho que precisamos corrigir”, defendeu.

Janja destacou que a principal meta do pacto é promover uma transformação cultural, antecipando que essa mudança será mais efetiva nas futuras gerações.

No programa Sem Censura, a apresentadora Cissa Guimarães também recebeu a diretora executiva da organização global No More Foundation, Daniela Grelin, que propõe iniciativas sociais para acabar com a violência contra a mulher no Brasil.

A diretora de Conteúdo e Programação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Antonia Pellegrino, apresentou a campanha Feminicídio Nunca Mais, realizada pela TV Brasil em parceria com a No More Foundation, a Unesco e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

A campanha será oficialmente lançada à noite, no Santuário do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

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