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Janja destaca América Invertida e valoriza o Sul na defesa da democracia
Rosângela da Silva, conhecida como Janja, esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mencionou a obra “América Invertida”, criada pelo artista uruguaio Joaquín Torres-Garcia, em uma publicação nesta quinta-feira (8). A referência marcou os três anos dos atos que tentaram abalar o governo ocorrido em 8 de janeiro.
A obra, feita em 1943, é um símbolo que desafia o eurocentrismo nas artes ao apresentar o mapa da América do Sul de cabeça para baixo, simbolizando uma nova perspectiva.
Janja ressaltou que o quadro traz uma mensagem importante: ‘Nosso norte é o Sul’ e que a verdadeira soberania começa pela forma como nos enxergamos.
Essa declaração chega em um período de tensões geopolíticas na América Latina, especialmente após um ataque recente dos Estados Unidos à Venezuela.
Na data de três anos da tentativa de golpe contra o governo do presidente Lula, Janja celebrou a democracia brasileira e reforçou a importância de valorizarmos nossa história, nosso território, nossa cultura e o direito do nosso povo de decidir sobre seu futuro.
Em outro ponto importante da agenda política atual, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou um projeto que alterava as penas aplicadas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. A decisão foi anunciada durante uma cerimônia no Palácio do Planalto.
O projeto vetado, conhecido como ‘PL da Dosimetria’, pretendia modificar a maneira de somar as penas nos casos de múltiplos crimes cometidos em um mesmo contexto, aplicando somente a pena mais severa em vez da soma das condenações. Também flexibilizava as regras para progressão de regime, permitindo a mudança de pena com um tempo mínimo e critérios menos rigorosos.
Com o veto, a atual legislação, que prevê critérios mais rigorosos para crimes contra o Estado Democrático de Direito, especialmente quando envolvem violência, permanece em vigor.
Agora, o veto será analisado pelo Congresso Nacional, onde existem movimentos para sua possível derrubada. Por outro lado, o governo e o Partido dos Trabalhadores (PT) esperam que a sociedade civil exerça pressão sobre os parlamentares para manter a decisão presidencial.
Essa estratégia de comunicar o veto durante um ato público tem como objetivo mobilizar a população, seguindo o exemplo da campanha contra a PEC da Blindagem no ano anterior, que resultou no rejeitamento da matéria no Senado após aprovação na Câmara.
Aliados do presidente Lula acreditam que esse discurso de combate entre pobres e ricos, o “nós contra eles”, tem contribuído para a melhoria da imagem do governo petista nos últimos meses.

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