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Japão procura minerais raros no oceano para diminuir dependência da China

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Um navio de pesquisa japonês iniciou, nesta segunda-feira (12), uma missão para tentar extrair elementos de terras raras a uma profundidade de cerca de 6.000 metros, com o objetivo de reduzir a dependência de Tóquio em relação a Pequim.

O navio de perfuração científica, chamado Chikyu, partiu do porto de Shimizu por volta das 9h00 (21h00 de domingo, no horário de Brasília) rumo à remota ilha de Minami Torishima, no oceano Pacífico, cujas águas podem conter minerais valiosos.

A missão começou em um momento em que a China, maior fornecedora mundial de elementos de terras raras, está intensificando a pressão sobre o Japão, após a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, ter sugerido, em novembro, que Tóquio poderia responder militarmente a um ataque a Taiwan.

Pequim considera Taiwan, uma ilha com governo autônomo, parte de seu território e prometeu recuperá-la, inclusive pela força, se necessário.

A China tem utilizado seu domínio no fornecimento de elementos de terras raras para ganhar influência geopolítica, inclusive durante sua disputa comercial com o governo de Donald Trump.

A missão Chikyu pode resultar na produção interna desses elementos, segundo Shoichi Ishii, diretor de um programa do governo.

“Estamos avaliando a diversificação das fontes de fornecimento para evitar dependência excessiva de países específicos”, disse ele a repórteres no porto, pouco antes da partida do navio.

Os elementos de terras raras — 17 metais difíceis de extrair da crosta terrestre — são usados em muitos dispositivos, desde veículos elétricos até discos rígidos, turbinas eólicas e mísseis.

A Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia Marítima-Terrestre afirmou que a missão Chikyu é a primeira no mundo a explorar minerais a essas profundidades.

“Se o Japão conseguir extrair elementos de terras raras de forma constante ao redor de Minami Torishima, garantirá a cadeia de suprimento para indústrias essenciais”, disse Takahiro Kamisuna, pesquisador do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, à AFP.

“Também será um recurso estratégico importante para o governo Takaichi reduzir consideravelmente sua dependência de suprimentos da China”, acrescentou.

De acordo com diversos meios de comunicação, a China tem atrasado as importações japonesas e exportações de terras raras para o Japão devido à disputa entre os dois países.

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