Economia
João Accioly aponta que Master resistiu devido a conexões políticas impróprias
João Accioly, presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), declarou nesta terça-feira, 24, que o sistema estabelecido pelo Master permaneceu ativo por muito tempo graças às conexões políticas entre seus sócios. Ele também mencionou que a CVM estava ciente de irregularidades potenciais no banco desde antes de 2022.
“Concordo com a análise apresentada no Zeitgeist, de que esse sistema conseguiu se manter por tantas razões, incluindo indicações de natureza imprópria, envolvendo agentes privados e públicos”, afirmou durante seu depoimento ao grupo de trabalho da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado responsável pela supervisão do caso Master.
Accioly comentou que as investigações podem revelar a participação de políticos no episódio, embora não tenha citado nomes específicos. Ele também ressaltou estar tranquilo, afirmando que não recebeu ameaças nem contatos de políticos desde que assumiu a liderança interina da CVM: “Não houve nenhum tipo de aproximação por parte de políticos. Nunca me senti ameaçado. Estou muito calmo nesse sentido”, declarou.

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