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João Campos critica uso político da Polícia Civil e promete justiça

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O prefeito do Recife, João Campos (PSB), falou na noite desta segunda-feira (26) sobre a investigação conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) envolvendo o secretário municipal de Articulação Política, Gustavo Monteiro. A repercussão do caso aumentou após uma reportagem mostrada no programa Domingo Espetacular, da TV Record, no domingo (25), que revelou a apuração de suposto uso de carro oficial para recebimento de propina.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, João Campos destacou que não é contra investigações policiais, mas criticou a forma como o processo foi realizado. “O que importa não é que a polícia investigue, mas que faça isso corretamente. Não aceito corrupção, mas também não aceito perseguição”, declarou.

O prefeito qualificou de “grave” o que foi divulgado pela reportagem e acusou a Polícia Civil de Pernambuco de agir politicamente. Segundo ele, inquéritos foram reabertos por motivo eleitoral e procedimentos irregulares foram adotados durante a investigação. “Perseguição sem ordem judicial, sem inquérito, sem boletim de ocorrência, sem nenhuma formalidade. Rastreador sendo colocado em carro oficial da Prefeitura sem autorização judicial. Isso é criminoso, é um absurdo”, afirmou.

João Campos levantou dúvidas sobre quem autorizou tais ações e sugeriu a possibilidade de fabricação de provas falsas. “Se não fosse a imprensa livre para denunciar, quem sabe onde isso teria parado? Quem está dando essas ordens? Para beneficiar quem?”, questionou. Ainda segundo ele, após a divulgação, a Secretaria de Defesa Social (SDS) comunicou que o inquérito foi encerrado sem irregularidades encontradas, mas ele exige explicações formais. “Onde está a formalidade nesse processo? Na polícia e na política, não vale fazer tudo que quiser. Existem regras, leis que precisam ser seguidas por todos”, ressaltou.

O prefeito mencionou que os episódios começaram em 2024, durante sua campanha de reeleição. Ele citou um caso envolvendo creches municipais que foi investigado e arquivado por não encontrar irregularidades, reaberto durante o período eleitoral por determinação superior, e novamente arquivado após as eleições.

Ele também criticou a atuação dos policiais envolvidos: “Três delegados e sete agentes em um grupo informal de WhatsApp. Quem ordenou a criação desse grupo e essas ações ilegais e criminosas?”, questionou. Por fim, João Campos afirmou que tomará medidas judiciais para responsabilizar os envolvidos. “Isso não ficará sem consequências. Não vale tudo para ganhar eleição, nem vale tudo dentro de uma instituição tão respeitada como a Polícia Civil, com mais de 200 anos. Vou usar todos os meios legais na Justiça do Brasil. A democracia não permite e não permitirá abusos autoritários”, concluiu.

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