Conecte Conosco

Notícias Recentes

Jorginho Mello escolhe vice do Novo e ignora MDB, critica Carlos Bolsonaro

Publicado

em

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), anunciou ontem o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), como candidato a vice-governador na chapa de reeleição deste ano.

Essa decisão surpreende, pois anteriormente Jorginho havia sinalizado que a vaga seria destinada ao MDB, movimentando o cenário político local especialmente após controvérsias envolvendo a indicação do vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) ao Senado pelo estado.

Jorginho Mello afirmou em vídeo divulgado nas redes sociais junto a Adriano Silva: “Santa Catarina mais uma vez sai na frente, unindo as forças da direita. Estamos trabalhando com entusiasmo e fé.”

A escolha causou surpresa dentro do MDB, que esperava ocupar a vaga, principalmente com o secretário estadual de Agricultura, Carlos Chiodini, presidente do diretório estadual do partido, como opção preferida. Inclusive, a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) questionou se o critério para essa escolha não teria sido o alinhamento ao governo Lula.

Ao longo do ano, embora a aproximação entre o governo e o MDB enfrentasse resistências dentro do PL, o desempenho eleitoral de Adriano Silva atraiu destaque, já que foi reeleito no primeiro turno em Joinville com 78% dos votos, o que levou o governador a convidá-lo oficialmente para a vice na noite de quinta-feira. Esse anúncio foi bem recebido pela ala mais bolsonarista do partido.

Júlia Zanatta comentou que essa coligação une a direita e impede a criação de um novo movimento de direita em Santa Catarina, ressaltando um posicionamento firme contra alianças com partidos que apoiam o governo Lula.

No MDB, porém, a reação foi negativa. O partido, que controla quatro secretarias estaduais, deve se reunir para avaliar sua permanência no governo após ficar de fora da chapa do governador.

Repercussões pela indicação de Carlos Bolsonaro

A formação da chapa também reacende debates sobre a indicação de Carlos Bolsonaro ao Senado, que levou à exclusão da deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) da chapa. A segunda vaga será ocupada pelo senador Espiridião Amin (PP-SC), candidato à reeleição. Caroline de Toni busca agora espaço no Novo para concorrer ao Senado.

Essa movimentação de Carlos Bolsonaro gerou críticas na direita catarinense. Adriano Silva afirmou que essa candidatura representa uma “agressão” ao estado, questionando a legitimidade de um candidato que não tem ligação pessoal com Santa Catarina.

Além de Adriano Silva, o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), pré-candidato ao governo e representante da “direita real”, disse que a população local não aceita bem Carlos Bolsonaro como candidato. O prefeito de Camboriú, Leonel Pavan (PSD), também criticou a indicação, classificando-a como uma “loucurinha” por tratar o estado como um balcão de negócios.

Clique aqui para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe um Comentário

Copyright © 2024 - Todos os Direitos Reservados