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Jovem investigado por fraude em sistema do Judiciário criou mandados falsos contra Lula e Moraes

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A Polícia Civil de Goiás iniciou uma operação para investigar um esquema que usava mandados de prisão falsos no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Judiciário de Goiás. Entre os nomes usados ilegalmente nos documentos falsos estão o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A ação é feita pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), junto com o Núcleo de Inteligência do Tribunal de Justiça de Goiás, a Polícia Civil de Minas Gerais e com ajuda da Polícia Civil do Distrito Federal.

As investigações procuram entender como os mandados falsos foram inseridos no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) e no sistema digital Projudi do TJ-GO. Os criminosos usaram documentos falsificados que pareciam decisões judiciais para dar aparência de legalidade às ordens inexistentes.

Em janeiro deste ano, o CNJ notou mudanças suspeitas nos registros do BNMP, incluindo tentativas de emitir mandados de prisão contra o presidente da República e um ministro do STF. Esses erros foram percebidos e barrados pelos controles do Conselho, impedindo que as ordens falsas fossem executadas.

O ministro Alexandre de Moraes já tinha sido alvo de um ataque semelhante em outra invasão aos sistemas do Judiciário. Na ocasião, o hacker Walter Delgatti Neto chegou a criar um mandado falso contra o ministro, assinado em seu nome, por ordem da então deputada Carla Zambelli. Ambos foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal.

A investigação atual continua para encontrar os responsáveis, entender a extensão das fraudes e melhorar a segurança dos sistemas judiciais.

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