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Jovens e redes sociais: como o uso exagerado afeta o bem-estar
O uso excessivo das redes sociais tem impacto negativo na qualidade de vida dos jovens, revela um relatório anual divulgado nesta quinta-feira (19), que apontou a Finlândia como líder mundial em felicidade pelo nono ano seguido.
O Relatório Mundial da Felicidade, apoiado pela ONU, destaca os efeitos das redes sociais em um contexto no qual diversos países discutem limitar o acesso de menores a essas plataformas. Em dezembro, a Austrália adotou a pioneira proibição do acesso às redes sociais para pessoas abaixo de 16 anos.
A Costa Rica destacou-se ao ocupar a quarta colocação do ranking, alcançando pela primeira vez o top 5 e marcando a melhor classificação histórica de um país latino-americano.
Na América Latina, a Costa Rica é o único entre os dez melhores colocados, seguida por México (12º), Belize (27º), Uruguai (31º), Brasil (32º), El Salvador (37º) e Panamá (39º).
Por outro lado, o relatório registrou quedas significativas na felicidade entre jovens com menos de 25 anos nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, sendo que esse declínio foi especialmente acentuado entre as mulheres jovens.
No entanto, outras regiões do mundo observaram um aumento médio na percepção de felicidade.
Jon Clifton, diretor executivo da Gallup, que colaborou na elaboração do relatório, ressaltou: “A maioria dos jovens globalmente está mais feliz hoje do que há duas décadas, uma tendência que merece atenção”.
Segundo dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), que avalia a atividade online de estudantes de 15 anos em 47 países, a satisfação com a vida é maior quando o tempo dedicado às redes sociais é menor.
As informações referentes à América Latina indicam que as plataformas focadas em facilitar conexões sociais têm uma associação positiva clara com a felicidade. Em contraste, aquelas baseadas em conteúdo personalizado por algoritmos tendem a apresentar efeitos negativos.
Entre os 147 países avaliados, o menor índice de satisfação de vida foi registrado no Afeganistão, onde o governo talibã, que retomou o controle em 2021, tem sido acusado de violar direitos humanos e discriminar mulheres.
O índice de felicidade, calculado com base em uma média de três anos, considera seis fatores principais: PIB per capita, expectativa de vida saudável, suporte social, liberdade de escolha, generosidade e percepção da corrupção.
Países nórdicos mantêm-se no topo do ranking, com Islândia, Dinamarca, Suécia e Noruega ao lado da Finlândia e Costa Rica entre as seis nações mais felizes.

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